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Não tenho absolutamente nada a temer, diz Renan sobre delação de Cerveró

Os US$ 6 milhões para Jader e Renan, segundo Cerveró, foram obtidos logo depois de concluída a negociação referente à sonda Petrobras 10.000

Larissa Alves
Larissa Alves
Publicado em 17/12/2015 às 16:00
Foto Edilson Rodrigues  Agência Senado
Os US$ 6 milhões para Jader e Renan, segundo Cerveró, foram obtidos logo depois de concluída a negociação referente à sonda Petrobras 10.000 - Foto Edilson Rodrigues Agência Senado
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou na tarde desta quinta-feira (17) minimizar as declarações feitas pelo ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró que disse, em delação premiada, ter pago R$ 6 milhões em propina ao peemedebista e ao colega de bancada Jader Barbalho (PMDB) para a campanha de 2006. 

"O Brasil chegou a uma circunstância tal que um delator da qualidade do Cerveró vira juiz, sem prova, sem absolutamente nada", rebateu ele, em entrevista ao destacar que Cerveró reproduziu a fala feita por outro condenado - numa referência indireta ao lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano. "Não tenho absolutamente nada a temer", completou.

Os US$ 6 milhões para Jader e Renan, segundo Cerveró, foram obtidos logo depois de concluída a negociação referente à sonda Petrobras 10.000. Para o peemedebista, é preciso deixar "as coisas claras". Ele repetiu sua fala de que o homem público tem que prestar contas de tudo o que faz e destacou que tem se colocado à disposição. Disse ainda já ter dado seus esclarecimentos, colocado seus sigilos à disposição da Justiça. "Sou responsável pelos meus atos", disse.

Renan reclamou de não ter acesso às investigações que o envolve - é alvo de seis inquéritos -, sendo, destacou, geralmente informado nos corredores pela imprensa. O peemedebista disse ter autorizado, como presidente do PMDB alagoano, agentes da Polícia Federal a entrarem na sede do diretório regional para realizar na terça-feira, 15, as buscas e apreensões decorrentes da nova fase da Operação Lava Jato.

"Sempre fui responsável pelos meus atos. Abri mão dos meus sigilos. Prestei informações. Agora, você manter uma circunstância dessas, por interpostas pessoas, citando de maneira combinada determinados agentes políticos em delação, é um horror", criticou.

 

Cunha

Mais cedo, Renan não quis comentar o pedido feito ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Eduardo Cunha do comando da Câmara. Ele disse que não teve acesso às informações sobre o caso e ainda chegou a, em tom de brincadeira, pedir ajuda aos jornalistas para saber se descobre os casos que o envolvem - Renan responde a seis inquéritos decorrentes das investigações da Operação Lava Jato.

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