CÂMARA

Temer nega ter dado conselho a Quintão sobre disputa da presidência do PMDB

De acordo com a assessoria do vice-presidente, Quintão ligou novamente para ele nesta tarde e passou o telefone para Picciani Os dois estão em Juiz de Fora (MG)

Do Estadão Conteúdo
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Publicado em 22/01/2016 às 19:30
Foto: José Cruz/Agência Brasil
De acordo com a assessoria do vice-presidente, Quintão ligou novamente para ele nesta tarde e passou o telefone para Picciani Os dois estão em Juiz de Fora (MG) - FOTO: Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O vice-presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (22) que não deu conselhos diretos ao deputado Leonardo Quintão (MG) para que desistisse de sua candidatura à liderança do PMDB para apoiar o atual líder, Leonardo Picciani (RJ), que tentará reeleição. 

Segundo a assessoria de imprensa do vice-presidente, Quintão ligou para Temer nesta sexta-feira informando da desistência e ressaltando que iria condicionar o apoio a Picciani à votação favorável da bancada do PMDB do Rio de Janeiro ao vice na eleição para presidência nacional do PMDB.

Temer, então, disse a Quintão que não precisava vincular o apoio, pois as articulações para sua reeleição ao posto em março estão "bem encaminhadas" e "evoluindo bem". O vice ponderou ainda que Quintão e Picciani deveriam buscar uma solução para a disputa pela liderança da bancada independentemente da questão partidária. 

De acordo com a assessoria do vice-presidente, Quintão ligou novamente para ele nesta tarde e passou o telefone para Picciani Os dois estão em Juiz de Fora (MG). Temer teria repetido para o deputado fluminense o conselho de que a bancada deve buscar unidade na disputa pela liderança independentemente da eleição para presidência do partido.

Como mostrou mais cedo o Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, Quintão disse que desistiu de sua candidatura após Temer pedir a ele para ajudar a ter unidade do partido. Segundo o mineiro, o lançamento da candidatura de Hugo Motta (PB), apoiado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também contribuiu para a decisão.

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