Processo

Polícia proíbe bonecos infláveis durante votação de impeachment

Com a decisão, os pixulecos e patos, usados por manifestantes contra o governo, estão proibidos, nas manifestações previstas para ocorrer na Esplanada dos Ministérios entre os próximos dias 15 e 17

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 09/04/2016 às 18:20
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Com a decisão, os pixulecos e patos, usados por manifestantes contra o governo, estão proibidos, nas manifestações previstas para ocorrer na Esplanada dos Ministérios entre os próximos dias 15 e 17 - Foto: José Cruz/Agência Brasil
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A polícia decidiu proibir a entrada de bonecos infláveis, durante os dias de votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, nas manifestações previstas para ocorrer na Esplanada dos Ministérios entre os próximos dias 15 e 17. Com a decisão, os pixulecos e patos, usados por manifestantes contra o governo, estão proibidos, independentemente do tamanho dos bonecos.

Até este sábado (9), um pato gigante foi inflado na Esplanada dos Ministérios, justamente do lado esquerdo da via, área que poderá ser ocupada por manifestantes pró-Dilma. A secretaria de segurança do Distrito Federal informou que a colocação do pato na área foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan), que é um órgão federal.

A secretaria do DF pediu ao Iphan que retire o pato do local para evitar conflitos. O governo do DF prevê que cerca de 300 mil pessoas possam comparecer nas manifestações diariamente, entre 15 e 17 de abril. As projeções se baseiam em informações repassadas por movimentos sociais.

A estratégia de segurança mais parece uma organização de torcidas organizadas rivais. Haverá cordão de isolamento feito pela Polícia Militar. A secretaria de segurança pública do DF informou que não haverá necessidade de apoio das forças armadas A secretária de Estado da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, disse que o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, chegou a expor para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que a força das mobilizações é maior nos fins de semana, o que pressiona ainda mais as forças de segurança. Cunha argumentou, no entanto, que as votações podem se estender por vários dias.

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