INVESTIGAÇÃO

Polícia Federal deflagra nova fase da Lava Jato em Pernambuco

Um empresário residente no bairro de Apipucos, na Zona Norte do Recife, é alvo de um mandado de busca e apreensão

JC Online e Estadão Conteúdo
JC Online e Estadão Conteúdo
Publicado em 23/05/2016 às 7:19
Foto: Divulgação/PF
Um empresário residente no bairro de Apipucos, na Zona Norte do Recife, é alvo de um mandado de busca e apreensão - FOTO: Foto: Divulgação/PF
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A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (23), a 29ª etapa da Operação Lava Jato, intitulada "Repescagem", e está cumprindo mandados judiciais em Pernambuco, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. No Estado, o empresário Humberto do Amaral Carrilho, da Dislub, residente no bairro de Apipucos, na Zona Norte do Recife, é alvo de mandado de busca e apreensão, mas não foi localizado. Segundo a PF, ele está em viagem internacional.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas três localidades. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba/PR em procedimento que investiga os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso revelado no âmbito da Petrobras.

Um dos investigados foi assessor do ex-deputado federal José Janene (morto em 2010) e tesoureiro do Partido Progressista. Ele foi denunciado na Ação Penal 470 do STF (Mensalão), acusado de sacar cerca de R$ 1,1 milhão de propinas em espécie das contas da empresa SMP&B Comunicação Ltda., controlada por Marcos Valério Fernandes de Souza, para entrega a parlamentares federais do Partido Progressista, no escândalo criminal conhecido vulgarmente por "mensalão".

Naquela ação, foi condenado no julgamento pelo plenário do STF por corrupção e lavagem, mas houve prescrição quanto a corrupção e lavagem, sendo posteriormente absolvido no julgamento dos sucessivos embargos infringentes sob o argumento de atipicidade

Surgiram, porém, elementos probatórios que apontam a sua participação também no esquema criminoso que vitimou a Petrobras, motivo pelo qual passou a ser investigado novamente na Operação Lava Jato. As investigações apontam que ele continuou recebendo repasses mensais de propinas, mesmo durante o julgamento do Mensalão e após ter sido condenado, até o ano de 2013.

A operação foi batizada de Repescagem em razão de o principal investigado já ter sido processado no Mensalão e agora, novamente, na Lava Jato.

Os presos e o material apreendido devem ser levados ainda nesta segunda-feira (23), para a PF em Curitiba.

Maiores informações serão dadas na coletiva de imprensa que será concedida às 10h00 no auditório da Superintendência da PF em Curitiba/PR.

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