PRESIDENTE AFASTADA

Dilma fará sua defesa pessoalmente no plenário do Senado

Nessa terça-feira (16), Dilma usou as redes sociais para divulgar carta aos senadores e ao povo brasileiro

Estadão Conteúdo
Cadastrado por
Estadão Conteúdo
Publicado em 17/08/2016 às 12:48
Foto: Ricardo Stucker/Divulgação
Nessa terça-feira (16), Dilma usou as redes sociais para divulgar carta aos senadores e ao povo brasileiro - FOTO: Foto: Ricardo Stucker/Divulgação
Leitura:

Um dia após ler a sua mensagem aos senadores e ao povo brasileiro, a presidente afastada Dilma Rousseff decidiu que irá ao Senado fazer sua defesa. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da petista. 

Dilma já está redigindo o seu pronunciamento no Senado e terá a opção de apenas discursar e se retirar da sessão. 

O julgamento final do impeachment começa no dia 25. A presidente afastada deve se manifestar após todas as testemunhas de defesa e acusação. 

Carta

Nessa terça, 16, durante a leitura da carta, Dilma defendeu a convocação de um plebiscito para encurtar o seu mandato e antecipar as eleições de 2018, pregou um pacto pela unidade nacional e disse que sua deposição seria um "inequívoco golpe". Dilma se definiu como "honesta e inocente", admitiu erros e afirmou não ser legítimo afastá-la pelo "conjunto da obra".

"Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo "conjunto da obra" (...). Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de Estado", disse a petista. "O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta."

 

Últimas notícias