Entrevista

Delcídio Amaral diz que Lula acompanhava o que acontecia na Petrobras

o ex-senador avaliou que processo de Lula contra ele é estratégia

Editoria de Política
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Publicado em 14/11/2016 às 14:35
Foto: Reprodução/ Jovem Pan
o ex-senador avaliou que processo de Lula contra ele é estratégia - FOTO: Foto: Reprodução/ Jovem Pan
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O ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) afirmou nesta segunda-feira (14), em entrevista exclusiva  à rádio Jovem Pan, que o ex-presidente Lula (PT) era atuante e acompanhava de perto o que estava acontecendo com a Petrobras. “O lula nunca sabe de nada, né? No Mensalão também... Ele era um presidente protagonista, atuante. Tinha o perfil diferente. Ficou muito claro quem era quem no processo do Mensalão e na Petrobras isso ficou muito claro. Dizer que isso começou agora, não é verdade, corrupção, caixa dois não é privilégio do PT, isso já existia. Mas no caso do governo Lula a Petrobras teve uma participação muito mais ampla no governo, era política de Estado, então isso naturalmente exigia um acompanhamento muito mais próximo de um presidente e os seus ministros. Ele acompanhava”, pontuou.  

Delcídio foi processado pelo ex-presidente , que pede indenização por danos morais. Para ele, isso não passa de estratégia e o passo já era aguardado. “Isso é uma estratégia dos advogados, batendo na tese da vitimização e tentando desqualificar. Mas nós já esperávamos esse tipo de atitude, não é nenhuma novidade. Só que as investigações já estão muito avançadas em função que da colaboração que eu prestei, por tanto não alterou absolutamente em nada”, afirmou. 

Na avaliação de Delcídio, atualmente o Brasil anda de lado e a situação deve permanecer até 2018. “A economia continua sofrendo muito. Acho que agora também temos um fator complicador, esse novo cenário que se apresenta com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos”, pontuou. 

Questionado sobre um possível golpe parlamentar orquestrado por Renan Caleiros para barrar a Lava Jato, Delcídio disse que sempre houve tentativas, mas a operação tomou conta das ruas e em seu ponto de vista é “irreversível”. “Alguns congressistas se esforçam pra isso, mas a reação popular é muito forte. Agora não pode brincar, porque esse povo que tá aí não é amador. Esse governo atual é feito por gente é muito experiente. Então não vai adotar uma postura infantil com relação a Lava Jato”, advertiu. 

Derrocada do PT

O ex-senador acredita que após o “Mensalão”, o país começou a derrocar. “O governo Lula teve que se rearrumar internamente, quando ele começa a se aliar com o PMDB e a Petrobras passa a ter um papel fundamental sobre o ponto de vista do aleitamento da máquina política e de sustentação do governo”, falou .

De acordo com o ex-senador, ele conversou diversas vezes com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e inclusive teria aconselhado que toda a investigação podia respingar nela. “Mas ela tinha os conselheiros palacianos que tinham uma teoria diferente. A vida é implacável para quem dorme”, disse. 


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