Eleições 2018

Collor está apenas atrás de Temer em pesquisa de rejeição, diz Datafolha

De acordo com a pesquisa, 44% dos eleitores afirmaram que não votariam em Collor "de jeito nenhum"

Maria Eduarda Bravo
Maria Eduarda Bravo
Publicado em 31/01/2018 às 8:24
Foto: Agência Brasil
De acordo com a pesquisa, 44% dos eleitores afirmaram que não votariam em Collor "de jeito nenhum" - FOTO: Foto: Agência Brasil
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Fernando Collor de Mello (PTC) anunciou no último mês de janeiro que irá disputar a Presidência da República desde ano. E na última pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, na madrugada desta quarta-feira (31), apresentou que o ex-presidente estreou na pesquisa da corrida presidencial como um dos líderes em rejeição. De acordo com a pesquisa, 44% dos eleitores afirmaram que não votariam em Collor "de jeito nenhum". A rejeição de Fernando Collor só é menor que a do presidente Michel Temer, que atingiu a 60% dos eleitores. As informações são da Folha de S. Paulo.

Collor ainda está 1%, numericamente empatado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD).

Candidatura será a salvação do PTC

A estratégia do PTC é usar a candidatura como atrativo para eleger de 9 a 11 deputados federais. Um deles será o filho do senador, Arnon Collor, atual vice-presidente na América Latina do grupo NBA, liga de basquete americano. O partido espera também as candidaturas à reeleição dos atuais deputados Uldurico Pinto (PV-BA) e Brunny (PR-MG), que foram eleitos em 2014 pelo PTC, mudaram de agremiação e agora negociam o retorno à sigla.

A legenda também traçou como meta eleger de três a quatro senadores em outubro deste ano, pelo Amapá, Rio Grande do Norte e Amazonas. Eles se juntarão a Collor, que, caso não se eleja presidente, terá mandato de senador até 2022. Em Alagoas, a tendência é o PTC repetir a aliança de 2014 e apoiar a reeleição de Renan Filho (MDB) a governador e do pai dele, Renan Calheiros (MDB-AL), a senador.

Réu na Operação Lava Jato, Collor é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em agosto de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia do então procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o político. Ele é acusado de ter recebido ao menos R$ 29 milhões em propinas, entre 2010 e 2014. A defesa do senador nega e diz que vai provar sua inocência.

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