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Decisão de Moro é 'bastante positiva para causa anticorrupção', diz Dallagnol

Em uma série de sete tuítes, o procurador ressaltou que esta é uma opinião dele, e não das equipes que trabalham na Lava Jato

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Publicado em 01/11/2018 às 15:32
Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP
Em uma série de sete tuítes, o procurador ressaltou que esta é uma opinião dele, e não das equipes que trabalham na Lava Jato - FOTO: Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP
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Coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, o procurador Deltan Dallagnol avalia que a decisão do juiz federal Sergio Moro em aceitar o cargo de ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL) é "bastante positiva para a causa anticorrupção e para o País".

Em uma série de sete tuítes, o procurador ressaltou que esta é uma opinião dele, e não das equipes que trabalham na Lava Jato.

"Como Ministro da Justiça, o juiz Sergio Moro poderá impactar ainda órgãos muito importantes para o controle da corrupção, como a Polícia Federal, a CGU e o COAF, ampliando sua influência positiva dos casos em Curitiba para todo o País", escreveu Dallagnol em uma das mensagens no Twitter.

O procurador ressaltou ainda que, na visão dele, ele não age politicamente. "Se o juiz Moro tivesse aspiração política, ele poderia ter se tornado presidente ou senador nas últimas eleições com alta probabilidade de êxito. Mentiras como essa serão repetidas, mas não vão abalar a LJ, em que atuam não só um juiz, mas 14 da primeira à última instância", afirmou.

Moro no Ministério da Justiça

O juiz Sérgio Moro aceitou, na manhã desta quinta-feira (1°), o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Justiça. Ele disse ter sido motivado pela perspectiva de "implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado".

Na tarde de quarta-feira, 31, a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, havia antecipado a informação de que o magistrado aceitaria a pasta.

Veja, abaixo, a nota oficial divulgada por Moro no final da manhã desta quinta-feira:

"Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão", diz Moro na nota.

"Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes", finaliza o juiz.

 

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