REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Maia diz que capitalização, do jeito que está na proposta, não vai passar

Segundo o presidente da Câmara, a forma proposta está dando impressão para os parlamentares que o sistema é igual ao sistema chileno

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 02/04/2019 às 20:41
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o presidente da Câmara, a forma proposta está dando impressão para os parlamentares que o sistema é igual ao sistema chileno - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O sistema de capitalização para a Previdência Social, do jeito que está proposto pelo governo federal, não irá passar pela Câmara, na avaliação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo ele, a forma proposta está dando impressão para os parlamentares que o sistema é igual ao sistema chileno. "O sistema chileno não vai ser aprovado aqui na Câmara dos Deputados. Agora, um sistema híbrido, onde você garanta uma renda mínima até 5, 6 salários mínimos, talvez possa ser bem aceito pelo parlamento. Mas ele puro é muito difícil", disse.

Maia acredita que o sistema de capitalização até seja aprovado, mas num modelo que garanta a obrigatoriedade da contribuição patronal e uma renda mínima. "Com isso tudo escrito, não vejo problema em avançar na questão da capitalização. Eu sou a favor da capitalização", afirmou, reiterando ainda sua defesa pela conta individual do FGTS. "A questão da conta individual, da clareza do que o trabalhador tem tanto no FGTS quanto na Previdência é o caminho para o futuro."

Agenda

O presidente da Câmara afirmou que a agenda da Casa vai continuar funcionando. "Ninguém governa numa democracia sozinho. É o Executivo, com o Legislativo. Se é mais distante, é um direito democrático de quem ganhou a eleição para governar o Brasil. E é democrático que a Câmara avance em suas pautas ouvindo o Executivo, mas decidindo aquilo que considera relevante. O governo tem a convergência do Parlamento de que a Previdência é o tema mais importante."

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