INVESTIGAÇÕES

Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz

O pedido foi autorizado no dia 24 de abril e mantido em sigilo até o momento

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 13/05/2019 às 19:10
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Fotos: Tânia Rego/ Agência Brasil e Reprodução/SBT
O pedido foi autorizado no dia 24 de abril e mantido em sigilo até o momento - Fotos: Tânia Rego/ Agência Brasil e Reprodução/SBT
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou, no dia 24 de abril de 2019, a quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro e do ex-assessor Fabrício Queiroz. O pedido, que havia sido mantido em sigilo até o momento, foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e aceito pelo juiz Flávio Nicolau.

Além da quebra de sigilo do parlamentar e de Queiroz, a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, a empresa Bolsotini Chocolates Café Ltda, as duas filhas do ex-assessor, Nathalia e Evelyn, e a esposa de Queiroz, Marcia, também terão as suas contas bancárias averiguadas.

A Justiça autorizou a averiguação das contas no período que vai de janeiro de 2007 a dezembro de 2018. Também foi autorizada a quebra do sigilo fiscal dos investigados, entre 2008 e 2018.

Ex-funcionários

Foi autorizada também a quebra do sigilo bancário de 88 ex-funcionários do gabinete, seus familiares e empresas relacionadas a eles. Entre eles também estão a irmã e mãe do ex-policial Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como homem-forte do Escritório do Crime - organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes -.

Além de três empresários de origem americana: Glenn Howard Dillard, Paul Daniel Maitino e Charles Anthony Eldering. Os empresários são donos de duas empresas ligadas ao ramo imobiliário, a Linear Enterprises, e a Realest, ambas localizadas no Rio de Janeiro. Também tiveram a quebra do sigilo a MCA Participações e seus sócios.

O juiz Flávio Nicolau pediu que as declarações de operações imobiliárias dos investigados também sejam enviadas ao MP do Rio e que a investigação corra em segredo de justiça.

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