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Moro diz não ter gostado de mudança no Coaf, mas avalia que veto de Bolsonaro não parece viável

Câmara aprovou nessa quarta-feira (22) mudança do órgão para o ministério da Economia

Thiago Wagner Thiago Wagner
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Publicado em 23/05/2019 às 9:09
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Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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No Recife para ministrar palestra sobre o combate à corrupção, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, repercutiu a decisão da Câmara dos Deputados de tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da sua tutela, transferindo-o para o Ministério da Economia. Moro admitiu que a decisão não o agrada, mas que respeita os parlamentares. Também declarou que não acha que seja viável um veto do presidente Jair Bolsonaro.

"Me parece que nesse ponto não seria viável um veto. A medida provisória modifica a legislação atual. Então, com a mudança da legislação, volta a vigorar a legislação anterior, que estabelecia a localização do Coaf na Fazenda. Não me parece ser possível um veto, mas é algo a ser avaliado", disse Moro.

A mudança ocorreu nessa quarta-feira, na Câmara dos Deputados, durante análise da medida provisória 870, que trata da reforma administrativa do governo Bolsonaro. O placar que tirou o Coaf da Justiça e mandou para Economia ficou em 228 e 210.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Sobre a votação, o ministro reiterou o respeito à Câmara. "Faz parte, o governo fez uma proposta legislativa e ela foi colocada no Congresso. Houve votação e ,por maioria apertada, se decidiu pela volta do Coaf para o Ministério da Economia. Embora não tenha gostado evidentemente da decisão, nós respeitamos o Parlamento", comentou.

INTEGRAÇÃO

Apesar da mudança do Coaf, Moro reforçou que o órgão vai continuar com suas atividades de investigação. "Importante destacar que, embora o Coaf retorne para a economia, ele vai continuar fazendo o trabalho que ele sempre realizou, que é o trabalho de inteligência e prevenção à lavagem de dinheiro, que é extramente relevante para fins de prevenção e combate ao crime organização e identificação de patrimônio criminoso. Então a política de integração continua ainda que fique em outra pasta", finalizou.

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