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PSDB faz convenção nesta sexta e Bruno Araújo é favorito para assumir presidência

O resultado é quase certo, já que o pernambucano foi o único a se candidatar ao cargo

Maria Eduarda Bravo
Maria Eduarda Bravo
Publicado em 31/05/2019 às 8:40
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Foto: Acervo JC Imagem
O resultado é quase certo, já que o pernambucano foi o único a se candidatar ao cargo - FOTO: Foto: Acervo JC Imagem
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Após meses de espera, será realizada nesta sexta-feira (31), em Brasília, a 15ª Convenção Nacional do PSDB. Entre os favoritos para ocupar o cargo da presidência está o ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal Bruno Araújo. O pernambucano foi o único a se candidatar e por isso deverá substituir o então presidente, Geraldo Alckmin (PSDB). Na ocasião também será lançado o primeiro código de ética tucano.

"Hoje, em Brasília, será realizada a convenção nacional do PSDB na qual Bruno Araujo deve ser aclamado novo presidente do partido. É um grande líder e conta com nosso apoio. Boa sorte ao Bruno!", disse o deputado federal e presidente do PSDB do Paraná, Nilson Pinto, na sua conta pessoal do Twitter.

 

 

Bruno preside a seção pernambucana do PSDB e é único integrante fora de São Paulo, além de ser amigo mais próximo do governador João Doria, que estaria em plena campanha de construção de uma candidatura a presidente em 2022.

O JC entrou em contato com o ex-deputado federal Bruno Araújo para falar sobre a sua expectativa para o evento, mas não obteve resposta. 

Outra alteração que deverá ocorrer na Convenção será no código de ética da sigla. O primeiro código de ética do PSDB, partido com 30 anos de história, foi construído por uma comissão de parlamentares escolhida por Alckmin com o auxílio de advogados. A convenção desta sexta, porém, ainda pode impor alterações ao texto.

 

 

Há um pedido para que o envolvido se antecipe e acione o Conselho de Ética imediatamente ao ser citado em qualquer denúncia. Caso contrário, caberá ao presidente do PSDB suspender o suspeito, enquanto o caso é analisado pelo Conselho de Ética do partido. Mas, se após a investigação, o colegiado avaliar que é o caso de absolver o denunciado, o presidente deverá voltar atrás da decisão e readmitir a filiação então suspensa.

Encontro sem os polêmicos

Por causa das mudanças no código de ética, o evento estudará retirar tucanos envolvidos em escândalos do partido. Entre eles, Aécio Neves (PDSB) e o ex-governador Beto Richa do Paraná (PSDB).

O caso mais emblemático é o do ex-senador Aécio Neves que, em 2017 chegou a ter um pedido de prisão expedido pela Procuradoria Geral da República em uma investigação sobre supostos pagamentos de propina pelo grupo J&F. Na última quarta-feira, a Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 128 milhões nas contas do atual deputado, que é investigado por ter recebido vantagens indevidas de Joesley Batista, do grupo J&F.

Já Richa é réu, acusado de obstrução de justiça, corrupção, organização criminosa e prorrogação indevida de contrato de licitação. O ex-governador do Paraná já foi preso nos âmbitos das operações Quadro Negro, Rádio Patrulha, ambas deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Estado (Gaeco), e Integração, que é um braço da Lava Jato.

Confira a entrevista de Bruno Araújo no TV JC

 

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