Filho do presidente

Eduardo Bolsonaro desiste de ser embaixador nos Estados Unidos

Filho de Jair Bolsonaro e atual líder do PSL, Eduardo afirmou que 'fica' no Brasil para defender a pauta conservadora e o governo do pai

Felipe Amorim
Felipe Amorim
Publicado em 22/10/2019 às 22:54
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Filho de Jair Bolsonaro e atual líder do PSL, Eduardo afirmou que 'fica' no Brasil para defender a pauta conservadora e o governo do pai - FOTO: Foto: Agência Brasil
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Filho de Jair Bolsonaro e atual líder do PSL, Eduardo afirmou que 'fica' no Brasil para defender a pauta conservadora e o governo do pai

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) desistiu de ocupar o cargo de embaixador em Washington. O anúncio foi feito em pronunciamento no plenário da Câmara na noite desta terça-feira (22), durante a aprovação do acordo entre o Brasil e os Estados Unidos para o uso comercial da base de Alcântara (MA). O filho do presidente Jair Bolsonaro e atual líder do PSL, Eduardo afirmou que "fica" no País para defender a pauta conservadora e o governo do pai.

"Esse aqui que vos fala, filho de militar do Exército brasileiro e deputado federal, que foi zombado por ter, aos 20 anos de idade, um trabalho digno e honesto em restaurante fast-food nos Estados Unidos, diz que fica no Brasil para defender os princípios conservadores, para fazer o tsunami que foi a eleição de 2018, uma onda permanente. Assim, me comprometo a caminhar por São Paulo, pelo Brasil e pelo povo", afirmou o deputado.

A decisão de Eduardo já era esperada por auxiliares de Bolsonaro, que afirmavam que, apesar da peregrinação que fez junto aos senadores, o parlamentar não conseguiu apoios suficientes para ser aprovado para o cargo - o que poderia levar a uma derrota emblemática para o governo.

Além disso, o movimento do presidente para colocar o filho na liderança do PSL, na semana passada, ajudou a inviabilizar a possibilidade do deputado de assumir a Embaixada Brasileira em Washington. "A liderança ainda está instável, mas, a princípio, só (fico) até o final do ano", afirmou o deputado.

De acordo com Eduardo, a rejeição do eleitorado à saída dele da Câmara também pesou na decisão. "A gente escuta conselhos, e confesso que ainda tem o meu eleitorado. Confesso, não era a maioria que estava apoiando", afirmou.

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