ASSEMBLEIA

Barrada no Lafepe, oposição quer CPI

Ao comentar o episódio, deputado Maviael Cavalcanti defendeu a criação da comissão para investigar possível quebra da prerrogativa constitucional do Legislativo

Ayrton Maciel
Ayrton Maciel
Publicado em 19/03/2013 às 6:14
Bernardo Soares/JC Imagem
Ao comentar o episódio, deputado Maviael Cavalcanti defendeu a criação da comissão para investigar possível quebra da prerrogativa constitucional do Legislativo - FOTO: Bernardo Soares/JC Imagem
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O veto da direção do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) ao ingresso de uma comitiva de deputados da oposição para inspecionar o parque industrial da empresa, na última quinta-feira (14), levou a um protesto da bancada oposicionista, nesta segunda (18), no plenário da Assembleia Legislativa, que teve como destaque a proposta de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar uma possível quebra da prerrogativa constitucional do Legislativo de fiscalizar o Executivo e suas estatais.

Em protesto contra a atitude do Lafepe de barrar a comitiva parlamentar, o deputado Maviael Cavalcanti (DEM) propôs a convocação da CPI, denunciando o que chamou de “desrespeito” à Assembleia e acusou o episódio de agressão à Constituição do Estado, que estabelece a imunidade do Parlamento para atuar na fiscalização do Executivo e ter livre acesso aos prédios públicos.

Na linha de resposta ao Lafepe, o líder da oposição, Daniel Coelho (PSDB), um dos barrados na portaria, cobrou a aprovação do pedido de audiência pública para investigar a situação operacional e de gestão do Lafepe, que está paralisado na Comissão de Saúde da Assembleia desde agosto de 2012. Ainda ontem, o novo presidente da comissão, o deputado Sérgio Leite – do PT, que faz parte da base governista –, anunciou que coloca a proposta em discussão amanhã, na reunião do colegiado, para que seja agendada ou não a data da audiência. A blitz da oposição seria para observar as condições de produção do Lafepe, depois de visita à farmácia da estatal na Rua da Imperatriz, onde as prateleiras estavam desabastecidas.

Leia mais na edição desta terça-feira do Jornal do Commercio.

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