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Na véspera da visita de Dilma, PSB culpa governo federal pela crise em Pernambuco

A oposição, por sua vez, questiona a responsabilidade do governador Paulo Câmara (PSB) nos problemas enfrentados pela população

Ulysses Gadêlha
Ulysses Gadêlha
Publicado em 13/05/2015 às 17:25
Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem
A oposição, por sua vez, questiona a responsabilidade do governador Paulo Câmara (PSB) nos problemas enfrentados pela população - FOTO: Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem
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Na véspera da vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) ao Estado, o líder da base governista na Assembleia Legislativa (Alepe), Waldemar Borges (PSB) voltou a federalizar o debate do enxugamento de gastos públicos feito em Pernambuco. Diante de cobranças feitas pelo líder da oposição, deputado Silvio Costa Filho (PTB), Waldemar acusou o governo federal de conter recursos essenciais para resolver a crise local, que seriam repassados para o Estado via transferência voluntária ou captação de empréstimos. A oposição, por sua vez, não temeu que a presidente passe por saia justa durante a visita, questionando a responsabilidade do governador Paulo Câmara (PSB) nos problemas enfrentados pela população.

Waldemar Borges responsabilizou apenas o governo federal pela crise em Pernambuco, afirmando que o PSB tem se sobressaído às dificuldades. "As receitas voluntárias do governo federal, no ano retrasado, foram de R$ 1,3 bilhão. Nesse ano, estão beirando zero. Outro componente importante nos nossos investimentos eram os financiamentos e estamos lamentavelmente proibidos pelo governo federal de fazer financiamentos", declarou Waldemar.

O socialista frisou que Pernambuco tem condições de fazer empréstimos, já que utiliza apenas 1/4 da sua capacidade de endividamento. No entanto, ele disse que o governo federal se recusa a revalidar o Programa de Ajustamento Fiscal (PAF), o que proíbe o Estado de contrair operações de crédito. Segundo o governista, dois convênios firmados com o Ministério da Integração nos últimos dois anos para combater a seca, um de R$ 100 milhões e outro de R$ 140 milhões, não foram executados a contento. "Se o governo federal está com dificuldade de fazer esse aporte financeiro, libera a gente, que a gente está em condições de buscar esse dinheiro fora, pra resolver um problema tão grave como esse da seca".

O deputado Silvio Costa Filho, por sua vez, fez questionamentos em diversas áreas da gestão pública, como o Pacto pela Vida, os programas Todos com a nota e Ganhe o mundo, além da questão da valorização da saúde, do Sassepe e Lafepe. O petebista focou, principalmente, na questão do aumento dos professores, que o governador Paulo Câmara havia se proposto a dobrar, mas que nem chegou a dar o percentual previsto para 2015, de 13,01%. "Estados como São Paulo, Paraíba, Acre, Roraima, Rio de Janeiro, implementaram o piso. Então não é um problema objetivamente da saúde financeira do Estado. A gente tá vendo que o discurso do PSB é "tudo que acontece em Pernambuco, a culpa é do governo federal", critica o oposicionista.

Presidente do PT em Pernambuco, a deputada estadual Teresa Leitão organiza a vinda da presidente a Suape para a inauguração de um navio e batismo de outro e acredita que Dilma Rousseff será bem recebida, levando em consideração outros eventos inaugurais de que ela participou. "O PSB tem um discurso muito na defensiva, não reconhece não assume as dificuldades que o governo estadual está vivendo. Eu acho que eles estão propondo que Dilma venha governar Pernambuco, porque tem crise em todo canto", declara Teresa.

"Nós estamos vivendo uma situação de ajuste econômico, não há discriminação com Pernamabuco", assegura o senador Humberto Costa (PT), que acompanha a presidente durante a visita desta quinta-feira (14).

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