Funcionalismo público

Cobrança de servidores estaduais vai além de reajuste salarial

Sindicatos começam a se preparar para assembleias e mesas de negociação

Do JC Online
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Publicado em 30/01/2016 às 13:12
Roberto Pereira/SEI
Sindicatos começam a se preparar para assembleias e mesas de negociação - FOTO: Roberto Pereira/SEI
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A decisão de declarar greve não sai de um dia para o outro. Até a paralisação geral de uma categoria, muitas negociações com o governo e debates internos ocorrem. Este ano, a Polícia Civil marcou sua primeira assembleia para a próxima terça-feira (2) e é a primeira a falar em cruzar os braços. “Vamos nos reunir para analisar a atuação do governo, que descumpriu acordos conosco. Estudamos entrar em greve à meia-noite da sexta-feira antes do carnaval”, informou o presidente do sindicato dos policiais civiis, Áureo Cisneiros.

A assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação ocorrerá no dia 17 de fevereiro, mas até agora não se fala em greve. “Estamos construindo um calendário de atividades para debater a questão salarial. O governo estadual costuma remeter o debate do piso à mesa específica de negociação, mas vamos levar o assunto à mesa geral”, declarou o presidente do sindicato, Fernando Melo.

O aumento de salário é apenas uma das muitas reivindicações do funcionalismo público. Os policiais civis cobram a implantação da lei orgânica da categoria e os professores lutam por melhores condições de trabalho, por exemplo. “Há muito pouco diálogo e o que houve só ocorreu quando a gente ameaçou fazer greve”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis

Já o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Renilson Oliveira, diz que vai cobrar o incremento do vale-alimentação. “O valor desse benefício é de R$ 7, um valor congelado há nove anos. Tivemos aumentos do vale em 2007 e 2008, sendo R$ 1 para cada ano. Recebemos um vale irrisório e esse assunto virou questão de honra para a gente”, reclamou.

Os  sindicalistas usam argumentos semelhantes para dizer que não darão trégua ao governo. “Não vamos aceitar que se coloque a crise nas nossas costas”, pontua Áureo Cisneiros. Opinião semelhante tem Renilson Oliveira. “Não podemos assumir uma crise que não é de nossa responsabilidade”, falou.

Em sua defesa, a Secretaria de Administração afirmou, em uma nota, que  “vem empreendendo esforços para atender às demandas”. O comunicado ainda ressalta que “apesar do cenário econômico desfavorável, Pernambuco manteve em dia o pagamento do funcionalismo”.

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