Eleições 2016

Paulo Câmara vai evitar conflitos locais entre aliados na campanha para prefeito

Governador tem liderado frente de articulação política que não prejudique o Palácio após as eleições

Franco Benites
Franco Benites
Publicado em 19/07/2016 às 6:55
Aluisio Moreira/SEI
Governador tem liderado frente de articulação política que não prejudique o Palácio após as eleições - FOTO: Aluisio Moreira/SEI
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Há algumas semanas, o governador Paulo Câmara (PSB) disse que definiria ainda este mês a estratégia do Palácio do Campo das Princesas nas eleições municipais. A decisão já foi tomada, mas ainda não está oficializada: salvo poucas exceções, ele não irá às cidades onde houver um forte conflito entre seus aliados. A regra é não alimentar disputas locais e nem se envolver a ponto de inviabilizar apoios a seu projeto de reeleição em 2018.

Apontado por adversários como um político sem experiência, o governador tem obtido pontos preciosos quando o assunto é articulação partidária. Vice-presidente nacional do PSB, ele conseguiu com que o partido encabece a chapa eleitoral nas principais cidades do Estado.

Um dos êxitos da articulação de Paulo ocorreu em Jaboatão dos Guararapes. O prefeito Elias Gomes (PSDB) desistiu de lançar Conceição Nascimento (PSDB) a sua sucessão e apoiará o vice-prefeito Heraldo Selva (PSB), candidato defendido pelo Palácio do Campo das Princesas. A negociação que resultou na definição teve uma participação direta do governador.

Em Caruaru, o PSB também terá a oportunidade de ficar com uma prefeitura que pertence a outro partido. O prefeito José Queiroz (PDT) apoiará o vice Jorge Gomes (PSB). Na última sexta-feira, houve uma longa conversa do governador com o deputado estadual Tony Gel (PMDB), mas o peemedebista segue na disputa. Os socialistas tentam  convencer o parlamentar a se unir à pré-candidatura de Jorge Gomes. 

Para equacionar os interesses eleitorais do Palácio no Estado, o governador se cercou de um “núcleo duro” que inclui o vice Raul Henry (PMDB), o secretário da Casa Civil, Antonio Figueira, e o secretário-executivo de Articulação Parlamentar, André Campos. Esse grupo ainda tem o reforço do secretário das Cidades, André de Paula (presidente estadual do PSD) e do secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (presidente estadual do PR). 

A avaliação é que 95% da base no interior está ajustada. Em algumas cidades, como Arcoverde, o problema foi resolvido rapidamente. Eduino Brito (PP) deixou o projeto eleitoral de lado e apoiará a reeleição da prefeita Madalena Brito (PSB). Em outros locais, como Petrolina, o desafio será conter aliados rebeldes como o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) e o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) que ficaram insatisfeitos com a escolha de Miguel Coelho (PSB) como pré-candidato do partido.

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As negociações ocorrerão até o último dia das convenções, mas o governador tem calculado até onde pode “pressionar’ os aliados. Em Olinda, ele dará apoio à pré-candidatura de Antonio Campos (PSB), mas não vai insistir para que os aliados do Palácio  desistam de seus projetos. O entendimento, até o momento, é de que as pré-candidaturas de Luciana Santos (PCdoB), Ricardo Costa (PMDB), Isabel Urquiza (PSDB) e Lupércio (SD), por exemplo, estão legitimidas.

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