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Ministro da Defesa diz que 'pernambuquério' é fruto de articulação

Raul Jungmann comenta a participação de quatro pernambucanos no ministério Michel Temer

Franco Benites
Franco Benites
Publicado em 12/09/2016 às 18:20
André Nery/JC Imagem
Raul Jungmann comenta a participação de quatro pernambucanos no ministério Michel Temer - FOTO: André Nery/JC Imagem
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Um evento para debater o futuro do Brasil e de Pernambuco no governo Michel Temer (PMDB) reuniu, nesta segunda-feira, no Recife, os quatro ministros pernambucanos. Bruno Araújo (Cidades), Fernando Filho (Minas e Energia), Mendonça Filho (Educação) e Raul Jungmann (Defesa) expuseram ações de suas pastas nesses quatro meses da gestão peemedebista e criticaram a situação em que encontraram os respectivos ministérios.

Coube a Raul Jungmann a análise mais política sobre a quantidade de pernambucanos no ministério de Temer. "Hoje o governo Temer faz quatro meses. Ele levou 123 dias para unir o ‘Pernambuquério’. Isso é indicativo de alguma coisa para se refletir. Temos hoje uma representação pernambucana nos ministérios que causa espanto aos demais estados e ministérios, disse.

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O ministro da Defesa defendeu a participação de todos no governo federal e explicou como se deu a chegada deles ao governo Temer. "Chegamos ao posto a partir de articulações nacionais", apontou.

De acordo com Jungmann, o ministério da Defesa tem o quarto orçamento da União. Para dar uma dimensão da importância dos pernambucanos no governo Temer, ele fez uma soma entre sua pasta e a dos demais ministros colegas de Estado. "Nessa mesa deve ter somado algo em torno de R$ 400 bilhões", calculou.

Quem também se colocou se mostrou empenhado em trabalho por Pernambuco a partir da atuação no ministério foi Fernando Filho.

"Vocês aproveitem esse momento de Pernambuco forte no governo para que a gente de forma legítima e republicana defenda os interesses de Pernambuco. Vamos marcar bem essa passagem", destacou.

CUNHA E ELEIÇÕES

Deputado federal licenciado, Jungmann afirmou que o destino do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deverá ser selado nesta segunda-feira. "Acredito que vai ter quorum. Além disso, a cobrança da mídia tem sido absolutamente intensa e a cobraança das ruas também. Não acredito que, em pleno período eleitoral, alguém vai sofrer o desgaste de não estar presente ou não votar pela cassação de Eduardo Cunha", afirmou.

Por conta da Olimpíada e dos da Paralimpíada, o ministro da Defesa afirmou que não está por dentro da disputa municipal em Pernambuco, sobretudo no Recife. O partido de Raul Jungmann, o PPS, fechou apoio à reeleição do prefeito Geraldo Julio (PSB).

"Estive praticamente o último mês no Rio de Janeiro e agora tem a Paralimpíada. Não tenho tido tempo (de saber sobre as eleições). Mas agora a gente vai tomar um pouco de contato e quem sabe a gente se integra mais ao quadro eleitoral", declarou.

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