Governo federal

Roberto Freire diz que falar em renúncia de Temer é precipitação

Vaiado e chamado de golpista em evento ao lado do governador Paulo Câmara, ele afirmou que o PT é responsável pela maior crise da história republicana

Franco Benites
Franco Benites
Publicado em 22/12/2016 às 15:45
Foto: Ashlley Melo
Vaiado e chamado de golpista em evento ao lado do governador Paulo Câmara, ele afirmou que o PT é responsável pela maior crise da história republicana - FOTO: Foto: Ashlley Melo
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Pouco mais de um mês após ser nomeado ministro da Cultura, o pernambucano Roberto Freire, que é ligado ao PPS de São Paulo, passou por uma saia justa ao voltar a sua terra natal. O auxiliar do presidente Michel Temer (PMDB) foi hostilizado com vaias e gritos de "golpista" em uma solenidade no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Ao discursar, o ministro rebateu as crítica, disse que não tinha votado na chapa Dilma Rousseff (PT)/Michel Temer e enfatizou que, ainda assim, sente-se na obrigação de defender o atual governo.

"Me surpreenderam pela falta de educação", destacou, em entrevista após o evento. As vaias, no entanto, não impediram Roberto Freire de sair em defesa de Temer. Por sua vez, o governador Paulo Câmara (PSB) afirmou que a visita do ministro honrava o governo estadual.

"O governo vem dando demonstração de muita força no Congresso, aprovando algumas medidas, inclusive medidas duras, e está discutindo outras mais duras ainda porque a crise exige isso. Você tem que enfrentar com coragem, mas não vai resolver do dia para a noite. Você com pouco tempo já votou uma PEC de limitação de gastos orçamentários que ninguém pudesse imaginar que você aprovada. Estamos em via de aprovar uma discussão que vem se arrastando há quase 20 anos no Congresso Nacional, que é a reforma do ensino médio. Está em vias de ser aprovada", afirmou.

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'Não tenho pensado em renúncia', diz Temer

Para Roberto Freire, não há sentido em tratar da renúncia de Temer. O pedido partiu da oposição e também de aliados. Nesta quinta-feira, o peemedebista garantiu que não renunciará ao cargo de presidente da República.

"A gente tem alguns problemas. Não temos que antecipar 18 para agora. Isso é só ansiedade e precipatação. Alguém imaginar que algo que vem sendo gestado de uma crise que se revelou muito mais profunda vai se resolver com um ano ou dois, com dois anos de profunda recessão, evidentemente é um grave equívoco. Aí é o precipitado. Vamos ter que acalmar até porque as bases para a retomada do crescimento estão sendo montadas", apontou.

CRÍTICAS AO PT

Na análise, Roberto Freire reservou críticas para o ex-presidente Lula e para Dilma.

"Temos muita tarefa para fazer para chegar a 18 com o Brasil equilibrado e com novos rumos. Uma coisa que tem que ficar muito claro: o desastre e o desmanter que foram os tempos de Lula acrescidos dos tempos de Dilma não é pequena coisa. É a maior crise de toda a história republicana. Engraçado que a gente ouve algumas pessoas fazendo críticas quando passaram 13 anos e nada mudaram. A Lei Rouanet, por exemplo, tem uma distorção que não é de hoje. Alguém reclamar agora, aqueles que foram governo pro 13 anos, evidentemente é pura hipocrisia ou cinismo. Nós vamos mudar até porque é uma necessidade", afirmou.

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