Embate interno

Raul diz que não tentará impugnar a filiação de FBC ao PMDB

Membro do partido chegou a questionar a filiação de FBC, mas, aparentemente, o processo não foi adiante

Renata Monteiro Renata Monteiro
Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 30/01/2018 às 9:02
Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
Membro do partido chegou a questionar a filiação de FBC, mas, aparentemente, o processo não foi adiante - FOTO: Foto: Diego Nigro/ JC Imagem
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Em meio ao conflito com o senador Fernando Bezerra Coelho pelo comando do PMDB em Pernambuco, o presidente estadual da sigla e governador em exercício, Raul Henry, afirmou que não está nos seus planos tentar impugnar a filiação do parlamentar. Em meados de setembro do ano passado, um membro do partido questionou a filiação de FBC, mas, ao que parece, o procedimento interno não foi adiante.

Procurado pela reportagem, o presidente do PMDB de Petrolina, vereador Paulo Valgueiro, não foi localizado para comentar o caso. No fim do ano passado, o parlamentar, responsável por propor ou não a impugnação, afirmou ter recebido o pedido e notificado FBC para que ele realizasse sua defesa, mas que o senador não teria encaminhado nenhuma resposta ao partido. Em um impasse, Valgueiro disse que pediria orientação para a Executiva Estadual.

“Esse processo não chegou aqui. De todo modo, não há nenhuma declaração minha, de Jarbas (Vasconcelos) ou de nenhum integrante do diretório objetando a entrada do senador Fernando Bezerra Coelho no PMDB. Nenhum obstáculo nós criamos. Pelo contrário, estendemos um tapete vermelho para ele, Jarbas anunciou que o partido ficaria engrandecido com a sua chegada, e o que ele fez foi pedir a dissolução do PMDB de Pernambuco 48 horas antes de se filiar em Brasília”, explicou Raul.

SEM MEDO DE RETALIAÇÃO

Ao ser perguntado se teme alguma retaliação da Executiva Nacional caso vença a batalha judicial com FBC, o governador limitou-se a dizer que confia na decisão da Justiça. “Temos absoluta confiança na Justiça e a consciência tranquila de que não demos causa a isso (pedido de dissolução). Os deputados federais votaram nas reformas propostas pelo presidente da República, temos um partido orgânico (...), um diretório que foi democraticamente eleito e que tem história de 51 anos. Não há um fundamento legal para pedir a dissolução do partido”, cravou o peemedebista.

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