Demarcação

Marília Arraes critica transferência da demarcação indígena para Ministério da Agricultura

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou Medida Provisória indicando o Ministério de Agricultura como responsável pela demarcação indígena

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 02/01/2019 às 14:49
Foto: Sérgio Bernardo/JC imagem
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou Medida Provisória indicando o Ministério de Agricultura como responsável pela demarcação indígena - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo/JC imagem
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A deputada federal eleita Marília Arraes (PT) fez críticas, nesta quarta-feira (2), à transferência da prerrogativa de demarcação das terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou uma Medida Provisória nesta terça-feira (1º) oficializando a passagem não só da demarcação como da reforma agrária para a pasta, que será comandada pela ex-deputada federal Tereza Cristina (DEM). A regularização das terras quilombolas, atribuição do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também vai para a Agricultura. 

"A cada dia fica mais evidente a grande irresponsabilidade deste governo com o Brasil e com o povo brasileiro. Ao mesmo tempo, suas atitudes também evidenciam a serviço de quem estão", disse Marília Arraes em sua página do Instagram. 

Marília Arraes foi a segunda deputada federal mais votada em Pernambuco e exercerá o cargo ao lado do também deputado federal eleito Carlos Veras (PT), únicos parlamentares pernambucanos do PT. "Estamos preparados pra luta que haverá lá no congresso, mas precisamos de resistência popular para vencê-la", completou a petista, na mesma postagem. Os deputados do PT e do PSOL boicotaram a posse de Bolsonaro realizada nesta terça-feira (1º).

Ministra nega redução

A ministra recém-empossada da Agricultura, Tereza Cristina, negou nesta quarta (2) que a inclusão da demarcação de terras indígenas para o rol de atribuições da sua pasta resultará na diminuição de terras demarcadas. “De jeito nenhum, não vamos arrumar um problema que não existe”, afirmou a ministra. “É simplesmente uma questão de organização”, disse ela a jornalistas após tomar posse do cargo.

Segundo a ministra, o objetivo do novo governo foi reunir todos os temas fundiários na pasta da Agricultura. “Os assuntos fundiários, todos eles, seja o que for, estão vindo pra o Incra, toda parte, o mosaico de todas as terras brasileiras estarão sob a atuação do Incra”, disse ela.

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