HABITAÇÃO

Paulo Câmara entrega casas do programa Minha Casa Minha Vida no Cabo

O ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto era esperado na solenidade de inauguração do habitacional Nova Vila Claudete, mas não pôde comparecer

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 12/07/2019 às 14:25
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Fotos: Hélia Scheppa/SEI
O ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto era esperado na solenidade de inauguração do habitacional Nova Vila Claudete, mas não pôde comparecer - FOTO: Fotos: Hélia Scheppa/SEI
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A primeira etapa do conjunto habitacional Nova Vila Claudete, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR) foi entregue na manhã desta sexta-feira (12) pelo governador Paulo Câmara (PSB). O ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto era esperado para a solenidade, mas precisou cumprir outra agenda. De acordo com o Governo do Estado, este é um dos maiores projetos habitacionais de Pernambuco. São 1.096 casas nesta primeira fase, e outras 1.524 casas serão entregues no último trimestre deste ano - totalizando 2.620 residências de 40,32 metros quadrados cada - e contemplando mais seis mil pessoas. 

 Construído pela Caixa Econômica Federal (CEF) através do Programa Minha Casa Minha Vida, o conjunto é direcionado às famílias indenizadas pela administração do Complexo Industrial de Suape, que foram remanejadas de áreas de preservação ecológica ou zonas rurais. No formato de bairro planejado, foram destinados R$ 165 milhões para a construção de casas e vias internas, R$ 64 milhões para unidade de saúde, CRAS, escola, iluminação e terraplanagem do terreno de 97 hectares doados por Suape. “O desenvolvimento de Suape trouxe a necessidade da gente olhar também olhar cada vez mais voltado para o desenvolvimento social. Então, o Estado apontou uma área de quase 100 hectares para a construção dessas casas. Fizemos o investimento da ordem de R$ 14 milhões que envolvem desde a construção de escolas, a unidades de saúde, tratamento da água, do esgoto, ações de segurança, de assistência social, isso também em parceria com o governo municipal do Cabo”, destacou o governador. 

 O déficit habitacional do Estado é estimado em 280 mil unidades “Isso não necessariamente é a falta de casa, isso representa gente que divide uma residência, que vive em casa não regularizada, em área sem infraestrutura. O Estado já entregou nos últimos quatro anos, cerca de 11 mil casas e o que está entregando hoje (12) é quase 10% disso, só em um local”, explica o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Bruto. 

 No início de julho, quando a reforma da Previdência ainda estava sendo analisada na Comissão Especial para ser aprovada, o Governo Federal negociou com congressistas o destravamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com valor entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões. Sobre esse recurso, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, afirmou que  tem discutido com o Governo Federal alguns empreendimentos específicos que demandam mais aporte de recursos. “Não especificamente dessa fonte que está sendo ainda discutida no âmbito do Congresso Nacional”, declarou. “A gente tem discutido as necessidades de obras mais imediatas, como o Canal do Fragoso em Olinda, as obras de habitação que a gente tem em andamento pela Companhia de Obras, mas a fonte de recursos, se vai ser por conta desse crédito ou se vai ser outra fonte algo que ainda vai ser definido pelo Governo Federal”, concluiu. 

 Também estiveram presentes na solenidade de entrega, o gerente regional do governo da Caixa Econômica Federal, João Carlos Sá Leitão de Freitas; o gerente de habitação da Caixa, Milton Cardoso; o chefe do departamento regional do BNDES Caio Ramos; o presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) Bruno Lisboa; o diretor de Gestão Portuária de Suape Paulo Coimbra; e o representante do Porto de Suape Coronel Pereira Lima.

 VILA CLAUDETE

 Para Nivea Geângela Barbosa, de 34 anos, autônoma e mãe de quatro filhos, não havia perspectiva de conseguir ter uma casa própria. “Nós morávamos em um dos sítios que tinha aqui. O plantio e a reciclagem era o nosso sustento. Receber essa casa é a realização de um sonho, é dar aos meus filhos uma perspectiva de futuro”, declarou. Essa mesma realização é compartilhada pelo catador de materiais recicláveis Edelfan Batista Pedrosa, 31 anos. “Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, pois nunca tive uma casa. Tudo foi sempre muito difícil”, afirmou. 

 O projeto conta com lotes de 125,28 metros quadrados, com residências de 40,32 metro quadros compostas por sala, dois quartos (com área para expandir mais um cômodo), cozinha, banheiro, área de serviço e quintal. O espaço também dispõe de equipamentos comunitários como parques infantis, quadras e salão de festa. A construção contempla serviços de infraestrutura urbana e comportará, futuramente, ações de assistência social, saúde e educação. Segundo o prefeito em exercício do Cabo de Santo Agostinho, Keko do Armazém, o  Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) já foi inaugurado. “A unidade básica de saúde e a creche-escola, com capacidade para atender 260 alunos, devem ser entregues no segundo semestre”, afirmou. 

 Todas as famílias contempladas nesta primeira fase foram chamadas para receberem as chaves e assinarem um termo de posse.  O Governo Federal além da construção das casas também faz um trabalho técnico social com as famílias sempre chamando atenção para que as pessoas não desocupem as casas, sempre tem alguém oferecendo valor irrisório pelo imóvel. Se a ocupação não for regular, a Caixa Econômica vai lá tirar e colocar outra família que atende às condições do Minha Casa Minha Vida”, destacou superintendente regional da Caixa Econômica em Recife, Simone Nunes. Acrescentando que esse monitoramento pode ser feito pela prefeitura e Ministério Público. 

 

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