PROJETO

Deputada quer proibir danças como o 'passinho' nas escolas de Pernambuco

Segundo a parlamentar, essas danças expõem crianças e adolescentes à 'erotização precoce'

JC Online
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Publicado em 10/09/2019 às 9:45
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Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Atualizada às 19h29

Integrante da bancada evangélica da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a deputada Clarissa Tércio (PSC) apresentou um projeto de lei para proibir apresentações de dança que, segundo ela, exponham crianças e adolescentes à “erotização precoce” nas escolas no Estado. Em um vídeo em seu perfil oficial no Facebook, a parlamentar questiona os internautas sobre a opinião deles sobre o PL apresentado, após exibir imagens de adolescentes dançando o famoso “passinho“.

A proposta ainda nem chegou a votação no plenário da Alepe, mas já tem causado polêmica e levantado debates nas redes sociais. Atualmente, o projeto apresentado por Clarissa Tércio aguarda distribuição nas comissões de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ), Finanças, Administração Pública, Educação e Direitos Humanos da Alepe. No texto do PL 494/2019, a parlamentar justifica que a erotização precoce de crianças e adolescentes é um dos fatores responsáveis pelo crescimento da violação da dignidade sexual das mulheres.

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Shevchenko e Elloco são um dos principais nomes do ritmo que vem ganhando cada vez mais espaço - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Na loja Braba de Milionário eles recebem novos MCs, dançarinos do Passinho e usam como estúdio - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Eu tô só calado: bordão surgiu depois de colegas do próprio meio musical desacreditarem do trabalho - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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O grupo Passinho do Maloka S.A é um dos mais populares no movimento - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Eles começaram a dançar juntos em setembro de 2018 e, desde então, o sucesso é crescente - Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Danças

Segundo a deputada, o projeto não traz preconceitos, nem específica nenhuma dança, mas fala daquelas consideradas "obscenas e pornográficas". "O povo que despertou para alguns estilos", disse Clarissa Tércio.

Para a autora do projeto, as escolas devem “contribuir para combater os estímulos à erotização infantil” e proibir a exposição precoce a danças que simulam movimentos de atos sexuais. De acordo com ela, “é necessário respeitar o tempo natural da sexualização”.

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