Eleições 2020

Elias Gomes defende estratégia para 'derrotar o prefeito Lula Cabral' no Cabo

Elias Gomes colocou o próprio nome como o mais forte para disputar a eleição no Cabo

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 14/02/2020 às 18:04
Notícia
Brenda Alcântara
Elias Gomes colocou o próprio nome como o mais forte para disputar a eleição no Cabo - FOTO: Brenda Alcântara
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O pré-candidato à Prefeitura do Cabo, Elias Gomes, que se filiou recentemente ao MDB, estava no #ResenhaPolítica da TVJC desta sexta-feira (14) e ressaltou a união da oposição para "derrotar o prefeito Lula Cabral". Na ocasião, o ex-prefeito de Jaboatão criticou a gestão do atual prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSB), e também a atitude que o vice-prefeito Keko do Armazém (PDT) teve enquanto o gestor da cidade estava preso. 

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Elias Gomes, que já foi prefeito cinco vezes, sendo três vezes no Cabo de Santo Agostinho, e duas em Jaboatão dos Guararapes, além de secretário de Estado, quer disputar mais um mandato no Cabo, ressaltou que ser prefeito não é questão de "vaidade", vai além disso. "É que o Cabo se encontra em uma verdadeira tragédia, um descalabro administrativo. Na saúde, o povo sofre com a dor da desassistência. Desde o meu último governo, o município aumentou quase 10 vezes a sua arrecadação. A população começou a me fazer uma cobrança com "volta Elias", e fui ouvir o que o meu povo desejava: um prefeito que tivesse experiência administrativa, que fosse ficha limpa, e com 44 anos de vida pública, nunca fui condenado nem respondi nenhum processo por desvio de dinheiro público, e que fosse bom gestor. Por onde passei, deixei a marca do meu trabalho", pontuou.  

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No final do ano passado, o vice-prefeito do Cabo, Keko do Armazém (PDT) anunciou rompimento com o prefeito Lula Cabral, mas Elias disse que, enquanto vice, antes de Cabral ser preso, Keko "compartilhava de todas as decisões e silenciava todas as imoralidades, desvios de dinheiro público". "O vice-prefeito assume a Prefeitura e passa um ano nela no momento em que Pernambuco estava vivendo o dramático desvio do CaboPrev. Ele manteve toda a equipe e não fez nenhuma apuração", o pré-candidato completou que Keko recebia informações de Lula Cabral direto do Cotel, "inclusive, foi chefe interino da quadrilha que comanda o Cabo. Não sou eu quem digo isso".

Com relação a ajuda do pedetista na oposição, que vai se filiar ao Avante depois do carnaval, Elias deixou a entender que ele não é bem-vindo. "Não quero prejudicar ninguém, mas não dá para acreditar em quem não tem posições políticas claras, nítidas, como nós", ressaltou. Ele disse, ainda, que o vice-prefeito "teria que fazer" o rompimento formal público, com documento, e "dizer que não apurou as irregularidades e manteve todos os secretários". "E não de se colocar na oposição como cacique. Aí sim ele ganharia a confiança e a legitimidade da oposição para esse diálogo. Se quiser vir, pode ser aceito. Não podemos discriminar ninguém. Em uma entrevista, ele alegou que só não apurou essas coisas porque era um cristão, e como cristão, não queria ofender o atual prefeito. É uma resposta evasiva e sem fundamento".

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Gomes reforçou que a oposição está conversando os critérios para discutir como as coisas vão ser decididas, e colocou o próprio nome como "melhor pontuação", "mas o diálogo está sendo feito e a construção será feita". "A oposição vai estar unida, 70% compreende que a nossa unidade vai ser decisiva para derrotar o prefeito Lula Cabral. 83% da população do Cabo quer mudar. 90% acredita que o prefeito roubou e desviou dinheiro da saúde, educação, dos aposentados, fez fraudes para licitar empresas. Isso desmoronou sobre ele. Por isso, esta eleição é a da mudança, é a eleição da oposição. Quem vai ser vitorioso só Deus e o povo que ainda está começando a se manifestar, dirá".  

Recife

Ainda no #ResenhaPolítica desta sexta-feira (14), o pré-candidato do Cabo ressaltou que, por ele, Raul Henry "sairia hoje" como pré-candidato à Prefeitura do Recife. "Ele deveria ser candidato do MDB. Não pode ter monopólio e ser aliado não significa ser eternamente subordinado. Se o PSB tem alguma dificuldade, porque não Raul como uma posição que se amplia? Mas, para colocar o nome dele, ele precisa se colocar, se encorajar para fazer uma disputa, um debate. Quem não entra em campo e não joga, fica difícil de ganhar o jogo". 

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