Cena Política

Prova que estava tudo errado com Pazuello é o comportamento do atual ministro: urgência pelo básico

Tom do novo ministro da Saúde é de pressa, de urgência com coisas básicas que deveriam ter sido feitas há muitos meses. Quantas pessoas morreram enquanto Pazuello fingia que estava tudo sob controle?

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 30/03/2021 às 10:17
Análise
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Queiroga foi anunciado como novo chefe da pasta em 15 de março - FOTO: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Pazuello mudava de opinião de acordo com a vontade de Bolsonaro. Acertava medidas com os governadores e depois desfazia tudo. Quando disse que compraria vacinas do Butantan, foi desmentido pelo presidente e aceitou, afirmando que um manda e o outro obedece.

Quando foi demitido, disse que estava indo tudo bem, mas "só caiu por pressão política". Isso com 300 mil mortos e sem vacinas.

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Salto no tempo, assume Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde.

Queiroga correu para conversar com o Congresso, correu para falar com prefeitos e governadores, pediu ajuda a empresários, pediu ajuda à direção da Pfizer para adiantarem doses de vacina, correu para falar com os EUA e tentar uma permuta por mais doses de vacina, enquanto correu para a imprensa tentando fazer com que as pessoas usem máscaras nas ruas.

Articulação política, articulação empresarial, parcerias internacionais, máscaras e vacinas. Mais básico do que isso, difícil. 

Mas, a urgência com a qual o básico está sendo feito agora, entrega Eduardo Pazuello, o tal general especialista em logística cuja única qualidade que o fez assumir o cargo, pelo visto, foi ser obediente ao presidente e ter pouca fibra autônoma em seu caráter.

Que bom que a urgência finalmente bateu à porta do ministério, apesar dos mais de 300 mil mortos depois.

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