Cena Política

Teria o tal "tratoraço" algo a ver com o apoio dos partidos de esquerda na eleição de bolsonaristas na Câmara e no Senado?

Governo diz que o "orçamento paralelo", como está sendo tratado nas redes sociais, na verdade também foi para liberar verbas aos partidos da oposição e que, por isso, não se tratava de compra de apoio. Há quem diga também que foi acordo para eleição de Pacheco e Lira, no Senado e na Câmara. Será?

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 11/05/2021 às 7:00
Análise
CNN/REPRODUÇÃO
Lira, Bolsonaro e Pacheco em declaração à imprensa - FOTO: CNN/REPRODUÇÃO
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Politicamente, não é tão simples para a oposição reclamar do orçamento paralelo que teria sido criado no governo Bolsonaro pra sustentar a base e evitar impeachment.

Por todo o dia, o principal argumento dos membros do governo foi que os deputados e senadores de partidos como PDT, PT e PCdoB também teriam sido beneficiados com o que se chamou, nas redes sociais, de "tratoraço", porque a distribuição de tratores, supostamente superfaturados, faz parte do pacote que "compraria" parlamentares.

O senador Humberto Costa (PT) seria um dos que fez indicações para R$ 12 milhões em pavimentação e maquinário.

O senador se defendeu afirmando que a indicação foi feita após um questionamento de Davi Alcolumbre, se os petistas queria emendas impositivas e eles aceitara, "mas, no foi em troca de nada", diz.

Comenta-se que o tal "orçamento paralelo" serviu para sustentar a base de Bolsonaro e também para garantir a eleição de Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (DEM) nas presidências da Câmara e do Senado.

Fala-se que foi organizado por Davi Alcolumbre (DEM), senador do Amapá e cabo eleitoral de Pacheco na eleição.

Apenas uma lembrança: todo mundo achou estranho senadores e deputados de PT e PSB, entre outros da esquerda, defendendo voto nos candidatos bolsonaristas na eleição da mesa. Teria alguma relação?

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