Cena Política

Parlamentares pernambucanos ligados a Bolsonaro não compareceram à reunião sobre a Transnordestina

O governo Federal excluiu Pernambuco do projeto e resolveu fazer a obra apenas para o Porto de Pecém, no Ceará. Reunião da bancada pernambucana era pra traçar estratégias que revertam a decisão.

Igor Maciel
Igor Maciel
Publicado em 27/07/2021 às 13:36
Análise
DELFIM MARTINS/BLOG DO PLANALTO
FERROVIA Transnordestina começou a ser construída em 2006, com prazo de conclusão para 2014 e, depois, 2016 - FOTO: DELFIM MARTINS/BLOG DO PLANALTO
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Na reunião da bancada pernambucana do Congresso, na manhã desta terça-feira (27), sobre a permanência do Ramal de Suape na ferrovia Transnordestina foram percebidas duas ausências significativas entre os que estiveram com o governado Paulo Câmara (PSB): a do deputado federal André Ferreira (PSC) e do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Os dois integram a base do governo Bolsonaro. Fernando Bezerra é, inclusive, líder de Bolsonaro no Senado. Ferreira é vice-líder na Câmara.

>>>Sonho de Pernambuco, Ferrovia Transnordestina vira projeto estruturador do Ceará

A reunião foi convocada pela coordenação da bancada pernambucana, comandada pelos deputados Augusto Coutinho (SD) e Wolney Queiroz (PDT).

Não é um afastamento isolado, no caso de FBC. É comum parlamentares questionarem a ausência do senador em temas de interesse do Estado.

Colegas parlamentares, no estado, reclamam que "não dá pra contar com ele se for necessário qualquer sacrifício".

>>> Bancada pernambucana quer entregar documento a Bolsonaro 'pressionando' por permanência do ramal de Suape na Transnordestina

No caso da Transnordestina, mesmo tendo bases no Sertão, região que mais seria beneficiada com a obra, Bezerra não se posicionou.

O Sertão, aliás, seria o maior prejudicado. Na região, muito investimento já foi feito, há anos, aguardando a conclusão das obras.

Em Salgueiro, por exemplo, empresários fizeram investimentos na ampliação de seus negócios, vagas de emprego foram abertas (e depois fechadas), na expectativa pelo aquecimento econômico que seria gerado. Todo mundo ficou no prejuízo.

Justamente os maiores interlocutores do estado com o governo Bolsonaro deveriam estar à frente da iniciativa para reverter o prejuízo.

A ausência é lamentável.

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