Cena Política

Crescimento de Bolsonaro aproveitando saída de Sergio Moro pode ter esgotado. O presidente ficou sem poupança

Sergio Moro funcionava como uma poupança de votos para Bolsonaro. A saída foi como se ele tivesse sacado todos os seus fundos. Lula ainda tem Ciro Gomes

Igor Maciel
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Igor Maciel
Publicado em 11/05/2022 às 9:42 | Atualizado em 11/05/2022 às 16:32
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Da esquerda para a direita: Sérgio Moro, Lula, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes - FOTO: Reprodução
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Sergio Moro (UB) fora da disputa eleitoral é bom para Bolsonaro (PL) no curto prazo, mas a tendência é que o atual presidente acabe sendo prejudicado no longo prazo.

A pesquisa Genial/Quaest mais recente já mostra uma possibilidade, ainda remota, de vitória lulista num primeiro turno, sem contar com os votos de Ciro Gomes (PDT) que, acredita-se, ainda pode desistir.

O levantamento anterior do mesmo instituto havia captado com clareza um crescimento do atual presidente, absorvendo votos do ex-juiz Sergio Moro. Essa fonte secou e não foi suficiente para aproximar os polos tanto quanto se imaginava.

- Pesquisa eleitoral PoderData mostra que Bolsonaro parou de crescer

Era fato que os votos que estavam com Moro, a maioria, passariam a Jair Bolsonaro. O problema é que isso estava programado para só acontecer no fim do primeiro turno ou no segundo turno.

Já falamos aqui nesta coluna, em determinada ocasião, que Moro era a poupança de votos de Bolsonaro e Ciro Gomes (PDT) é a poupança de votos de Lula (PT). O que acontece quando você saca o dinheiro da poupança cedo demais? Fica descapitalizado mais cedo que todo mundo e logo não terá ao que recorrer.

Ciro ainda é a "carta na manga" de Lula e o pedetista, querendo ou, não ajuda o PT. Bolsonaro ficou sem jogadas extras dentro da lista de candidatos e terá que partir para os ataques frontais.

A única chance de Bolsonaro, ainda forte, é aumentar a rejeição lulista e usá-la no segundo turno.

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