Cena Política

Bolsonaro em Pernambuco só queria curtir o São João, mas terá que dar explicações

O problema, também, é que quanto mais explicação você precisa dar, maior tem que ser o repertório de desculpas. E a fórmula vai cansando.

Igor Maciel
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Igor Maciel
Publicado em 23/06/2022 às 11:02
CLAUBER CLEBER CAETANO/PR
ALIADO Presidente voltou a defender Milton Ribeiro e declarou que não há indícios mínimos de corrupção - FOTO: CLAUBER CLEBER CAETANO/PR
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Nesta visita pelo Nordeste que acontece no período do São João, Bolsonaro terá que responder perguntas sobre a prisão de seu ex-ministro Milton Ribeiro.

Caso consiga escapar dessas perguntas, será questionado sobre a economia.

Num ambiente em que estacionou nas pesquisas e não consegue reagir, com alta impopularidade, é como tentar nadar no oceano e só ter forças para boiar. Não existe nada pior em uma disputa eleitoral do que ter que ficar se explicando.

Quem perde tempo tendo que se explicar não apresenta proposta, não avança, não cria narrativas, apenas sobrevive. E apenas sobreviver, para quem parece ter batido no teto das intenções de voto e nem ameaça o primeiro colocado, é uma tragédia.

O problema, também, é que quanto mais explicação você precisa dar, maior tem que ser o repertório de desculpas. E a fórmula vai cansando. No caso dos pastores do Ministério da Educação, o presidente volta ao discurso petista de que se foi preso é porque ele não interfere na Polícia Federal.

Dilma repetiu isso por toda a operação Lava Jato. Já não é algo que causa impacto significativo na opinião pública.

Petrobras

Para entender o quanto isso atrapalha na campanha, basta observar que quase não se falou mais na Petrobras nas últimas 48h. Era a trincheira do presidente. Ele teve que dar uma pausa por causa da prisão do ex-auxiliar, por quem ele ofereceu a “cara ao fogo” se fosse corrupto.

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