OPINIÃO

Petrobras também contribui para o tormento dos brasileiros no alto valor da conta mensal de luz

A estatal é, hoje, um dos maiores investidores em termelétricas, com unidades espalhadas no País, gerando energia suja e muito cara, dez vezes mais cara que a energia gerada em hidrelétricas. Leia a opinião de Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 20/09/2021 às 6:26
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Resultado surpreendeu o mercado financeiro, que esperava lucro de R$ 21,4 bilhões - FOTO: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
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Petrobras abusa nos postos e até na conta de luz

Dona do monopólio do setor no Brasil e responsável por fixar aumentos escandalosos nos preços dos seus produtos, a Petrobras também contribui para outro tormento dos brasileiros: o alto valor da conta mensal de luz. A estatal é, hoje, um dos maiores investidores em termelétricas, com unidades espalhadas no País, gerando energia suja e muito cara, dez vezes mais cara que a energia gerada em hidrelétricas. As bandeiras tarifárias foram inventadas exatamente para remunerar as termelétricas. Termelétricas apareceram na matriz energética no apagão de FHC. Deveriam ser extintas cinco anos depois, mas ficaram ricas e poderosas. As termelétricas são negócio da China: custam ao governo mais de R$20 bilhões por ano, ainda que não sejam acionadas. Com seus bilhões, o setor de termelétricas é acusado de lobby contra investimentos ou incentivos à geração de energia limpa e renovável. Quem poderia investir em projetos de geração limpa (hidrelétrica, solar e eólica, por exemplo), acabou atraído pelos ganhos das termelétricas.

Código Eleitoral

Para que novas regras valham para as próximas eleições, em 2 de outubro de 2022, o Congresso Nacional tem apenas 13 dias a partir desta segunda-feira (20) para aprovar o projeto do Código Eleitoral. É uma exigência constitucional que alterações na lei sejam feitas até um ano antes da eleição. Além do tempo exíguo, o projeto tem uma certa má vontade do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que já demonstrou desgostar de alguns pontos, que devem ser alterados. Advogado, Rodrigo Pacheco não gosta da volta das coligações partidárias e principalmente das 'asas cortadas' da Justiça Eleitoral. O artigo 16 da Constituição determina o princípio da anualidade eleitoral, que dá o prazo de um ano de antecedência para mudanças na eleição. Caso o Senado altere uma vírgula sequer do projeto aprovado na Câmara, o texto deve voltar para uma nova análise dos deputados.

Expectativa 5G

A expectativa do Ministério das Comunicações para o 5G é que todas as 27 capitais brasileiras tenham cobertura até julho de 2022. E até 2028, a tecnologia estará em todas as cidades com mais de 30 mil habitantes.

Sucesso

A campanha do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio (12º lugar no quadro geral de medalhas, o melhor resultado da História), motivou a Comissão do Esporte da Câmara a realizar audiência, terça (21), sobre o tema.

Gráficos?

As mortes causadas pela covid-19 estão em queda no Brasil há mais de 3 meses e o número de casos ativos está no menor patamar desde junho de 2020. A taxa de ocupação das UTIs é a menor em mais de um ano.

Explicação

A participação do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em debate sobre (aumentos de) preços dos combustíveis não agradou. Para o presidente da Câmara, Arthur Lira, é preciso "mais esclarecimentos

Dúvida

"E se as atuais pesquisas, que dão como líder o ex-presidiário que nem pode se arriscar a sair às ruas, forem o álibi para o resultado das urnas 'invioláveis' em 2022?!", pergunta o cientista político Paulo Kramer.

Aliado

Bolsonaro deve perguntar a Michel Temer, em futuro reencontro, o que ele pensa do "aliado" Rodrigo Pacheco. Eleito presidente da CCJ da Câmara por gestões de Temer, Pacheco escolheu a dedo o mais duro inimigo do então presidente para relatar o processo que quase o cassou.

Frase

"Urgente necessidade de ter um limite a esse tipo de coisa" Deputado José Medeiros, para quem derrubar o vídeo da live de Bolsonaro foi 'preparação de terreno' para bani-lo das redes sociais.

 

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