OPINIÃO

Em Nova York e com agenda vazia, Bolsonaro percebe que precisa polir sua imagem no exterior

Bolsonaro manterá encontros rápidos, nesta terça (21), com o presidente polonês Andrzej Duda e o secretário-geral da ONU, António Gutérres

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 21/09/2021 às 6:31
ALAN SANTOS/PR
Bolsonaro afirmou que Johnson lhe pediu para ajudar a aumentar as importações brasileiras de uísque do Reino Unido - FOTO: ALAN SANTOS/PR
Leitura:

Agenda livre e isolamento

Apesar de ter sido recebido amistosamente pelo premiê britânico Boris Johnson, que até se desculpou por ainda não haver visitado o Brasil, o presidente Jair Bolsonaro percebeu em Nova York que precisa polir sua imagem no exterior. Porque reflete um certo isolamento sua agenda vazia de encontros com outros chefes de Estado e de Governo, que, às dezenas em Nova York, preenchem as agendas com reuniões bilaterais. Bolsonaro manterá encontros rápidos, nesta terça (21), com o presidente polonês Andrzej Duda e o secretário-geral da ONU, António Gutérres. Além dos encontros bilaterais com direito a pose para fotos, Bolsonaro esteve na recepção oferecida pelo embaixador brasileiro na ONU. A agenda vazia tem a ver, também, com um número menor que os habituais 150 chefes de Estado e de Governo, em razão da pandemia. Nos anos 1990, George Bush não apenas recebeu o brasileiro Fernando Collor no hotel Waldorf Astoria, como seguiram juntos para a ONU.

Prefeito lacra, mas Brasil vacinou

Após a chegada de Jair Bolsonaro a Nova York para a abertura da 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o prefeito moleque da cidade, Bill Di Blasio, atacou o brasileiro por não ter se vacinado, ironizando que a rica cidade americana oferece até imunizantes gratuitos. Apesar de ter iniciado a campanha de imunização mais de um mês depois, o Brasil já aplicou uma vacina em 68,8% da população; Nova York vacinou com uma dose 68,7%. E os Estados Unidos no geral estacionaram nos 55%. Até agora, em setembro, o Brasil aplicou 29 milhões de doses, quase o dobro das 15 milhões nos EUA. Nova York não chega a 500 mil. A população de NY é de 8,3 milhões, mas só 5,7 milhões receberam ao menos uma dose. O Brasil já vacinou quase 147 milhões de pessoas. A primeira vacina contra a Covid foi aplicada em Nova York em 14 de dezembro. No Brasil, a campanha nacional começou em 17 de janeiro.

Na planície

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello almoçou sozinho, ontem, no restaurante a quilo Dom Durica, na Asa Norte de Brasília. Vestia camisa social e gravata, sem paletó. Pagou a conta de 40 reais e foi embora sem ser reconhecido, nem incomodado. Parecia à vontade.

Conseguiu

Pessoas não vacinadas têm acesso livre às áreas externas mantidas pela maioria dos restaurantes de Nova York. Lanchar pizza na rua foi uma opção de Bolsonaro, que fez isso para "causar". E conseguiu.

Interesses

A "fusão" do DEM e PSL pode virar a primeira "federação" partidária, caso isso prospere. Fundadores do DEM torcem o nariz, mas é o PSL de Luciano Bivar que tem os milhões do fundão eleitoral.

Reduzir ICMs

Em nota, vinte governadores dizem que aumentaram os combustíveis, não o imposto estadual ICMS. Mas omitem que também se recusam a reduzir o tributo. À exceção de Ibaneis Rocha, governador do DF, que reduziu ICMS sobre combustíveis e uns trinta de itens da cesta básica.

Nova base

Após o Tribunal de Justiça do Paraná reconhecer o direito de os "animais não-humanos" constituírem advogados e pedir pensão, a expectativa é quando o TSE reconhecerá o direito dos bichos ao voto.

3ª dose no DF

O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), anunciou a aplicação de doses de reforço (terceiras doses) em idosos acima dos 85 anos a partir de quarta (22). Na segunda (27) será a vez dos imunossuprimidos graves.

Frase

"Todo mundo com os braços a postos e nos postos" - Governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), anuncia doses de reforço para a Capital.

 

Comentários

Últimas notícias