OPINIÃO

Grupo de ministros é contra o aumento do IOF para viabilizar novo Bolsa Família

Os ministros vão pedir a revogação da medida que levou o presidente Jair Bolsonaro ao desgaste de descumprir a promessa de não aumentar impostos. Leia os destaques de Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 23/09/2021 às 6:21
MARCELLO CASAL JR/ AGÊNCIA BRASIL
O abono salarial do PIS/Pasep 2022 começa a ser pago em fevereiro, segundo calendário - FOTO: MARCELLO CASAL JR/ AGÊNCIA BRASIL
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Contra aumento do IOF

O presidente Jair Bolsonaro receberá nos próximos dias um estudo técnico, elaborado por um grupo de ministros, mostrando que não é necessário aumentar a alíquota do IOF para viabilizar o programa Bolsa Família turbinado, no valor mínimo de R$300 mensais. Os ministros vão pedir a revogação da medida que levou o presidente Jair Bolsonaro ao desgaste de descumprir a promessa de não aumentar impostos. O aumento da alíquota de IOF teria o objetivo de arrecadar R$ 2,1 bilhões para o Bolsa Família, mas o estudo mostra que isso não é necessário. O pedido de revogação do aumento do IOF é mais um capítulo da guerra surda travada entre Paulo Guedes e quase todos os demais ministros. Ministros políticos se convenceram de que a turma de Guedes aumentou o IOF, a rigor, para limitar e não para viabilizar uma Bolsa Família maior. A queda de braço com parcela do ministério já contamina as relações de Paulo Guedes com o cada vez mais impaciente Bolsonaro.

Bivar exige veto a Bolsonaro

Definido como futuro presidente do partido que surgirá da fusão do PSL com o DEM, o deputado Luciano Bivar (PE) fez apenas duas exigências para chegar a um acordo com a sigla presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto. A primeira é que o novo partido jamais faça parte da base de apoio ao atual governo e a segunda é barrar eventual tentativa de filiação do presidente Jair Bolsonaro, de quem Bivar virou inimigo. O novo partido nasce com a maior bancada da Câmara: 81 deputados. Herdeiro do clã carlista, o político baiano fez um gesto que viabilizou a fusão: abriu mão da presidência para ser o secretário-geral da nova sigla. Pelo acordo PSL/DEM, no entanto, como antecipou ontem (22) o site Diário do Poder, o secretário-geral será a figura central da nova sigla. O PSL saltou de 1 para 52 deputados em 2018, mas, após romper com Bolsonaro, Bivar temia voltar a ser nanico nas eleições de 2022.

Desastre

O novo aumento mostra que a Petrobras não dá a mínima importância ao seu maior acionista, o povo brasileiro. Mais ainda do Centro-Oeste, com preço médio mais caro do Brasil para gasolina: R$ 6.368, diz a TicketLog.

No telhado

O Congresso tem apenas dez dias a partir desta quinta-feira (23) para aprovar o texto do Código Eleitoral, a fim de que a nova lei valha nas eleições do ano que vem, segundo determina a Constituição.

Nos corredores

Após três anos de pressão dos seguranças, agora "policiais legislativos", a Câmara do DF fará licitação para gastar quase R$320 mil na compra de duas viaturas sem qualquer utilidade. A menos que tenham tamanho de velocípedes para circular nos corredores da Câmara Legislativa.

Brasil é verde

Fábio Faria (Comunicações) listou nas redes sociais as (muitas) notícias boas ignoradas nas manchetes, que Bolsonaro levou à ONU. Incluindo a redução de 2060 para 2050 no prazo da neutralidade climática no Brasil.

Seletiva

A oposição na CPI critica a Câmara por aceitar representação contra Luís Miranda (DEM-DF). Randolfe Rodrigues pediu a cassação de Daniel Silveira, mas agora diz que parlamentar não pode ser punido por "parlar".

Temer, 81

Em alta desde a "Declaração à Nação", carta de Bolsonaro para acalmar os ânimos após os atos de 7 de setembro, o ex-presidente Michel Temer completa 81 anos nesta quinta (23). Com disposição de 70.

Frase

"A lei não pode retroceder" - Senador Álvaro Dias (Pode-PR) sobre mudanças na lei da improbidade administrativa.

 

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