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Inflação no Grande Recife em janeiro foi o dobro da média nacional

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Grande Recife foi de 0,5%. A inflação acumulada dos últimos 12 meses já é de quase 6%

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 09/02/2021 às 15:29
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
PREÇO Alimentos e bebidas foram os itens que mais influenciaram a inflação de janeiro no Grande Recife - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O ano começou com queda na inflação do Grande Recife após dois meses de avanço nos índices. Mas o que parece ser uma boa notícia, na verdade, não é. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na região foi de 0,5%, o segundo mais alto entre as 16 localidades pesquisadas, atrás apenas de Campo Grande (0,53%), informou o IBGE. O resultado também é o dobro da média nacional, que foi de 0,25%. Os dados foram divulgados nesta terça (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Já o acumulado dos últimos 12 meses na inflação foi de 5,87%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE entre 30 de dezembro de 2020 e 28 de janeiro de 2021, houve elevação nos preços em oito deles, enquanto o segmento de Habitação registrou queda de 0,45%, mesmo com a alta de 2,03% registrada nas taxas de água e esgoto.

No primeiro mês de 2021, o maior reajuste ocorreu no setor de Alimentação e bebidas, cuja
alta foi de 1,55%. “O resultado foi influenciado principalmente pelo subgrupo de alimentação
no domicílio, com alta de 2,04%, enquanto a alimentação fora do domicílio apresentou
crescimento de preços de 0,26%”, explicou Fernanda Estelita, gerente de planejamento e gestão
do IBGE em Pernambuco.

O segundo lugar é ocupado pelo setor de Artigos de residência, cuja alta foi de 1%. Os demais
grupos que tiveram alta em janeiro foram os das despesas pessoais, com 0,57%, seguidos pelo
Vestuário (0,41%), Saúde e cuidados pessoais (0,33%), Transportes (0,17%), Comunicação
(0,16%) e Educação (0,07%).

Na inflação do mês passado, todos os dez produtos com maior variação de preço são do grupo de alimentos e bebidas. O melão está em primeiro lugar, com 18,91%, seguido pela batata- inglesa, com 15,75%. A cebola (11,8%), a macaxeira (11,71%) e o coentro (10,42%) completam o ranking das cinco mercadorias com alta mais expressiva.

Por outro lado, a maior queda de preço em janeiro ficou por conta do transporte de aplicativo, com recuo de 27,32%. As passagens aéreas, também do setor de transportes, vêm na sequência e tiveram redução de 14,7%. Os artigos de maquiagem, por sua vez, estão em terceiro lugar, com 7,7%. A uva (-6,42%) e a alface (-5,55%) estão em quarto e quinto lugar na lista das maiores reduções.

IPCA NO BRASIL

O IPCA de 0,25% registrado em janeiro foi 1,10 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de dezembro (1,35%). Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 4,56%, acima dos 4,52% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020, a variação havia sido de 0,21%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. A maior variação (1,02%) e o maior impacto (0,22 p.p.) vieram do grupo Alimentação e bebidas. A segunda maior contribuição positiva (0,08 p.p.) veio dos Transportes (0,41%) e a segunda maior variação, dos Artigos de residência (0,86%). O grupo Habitação, por sua vez, caiu em relação ao mês anterior (-1,07%), com o maior impacto negativo (-0,17 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o recuo de 0,07% em Vestuário e a alta de 0,39% em Despesas pessoais.

CÁLCULO DO IPCA

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2020 a 28 de janeiro de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2020 (base). Cabe lembrar que, devido ao quadro de emergência de saúde pública causado pela COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços foram coletados pela internet, e-mail ou telefone, informou o IBGE.

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