COLUNA ENEM E EDUCAÇÃO

Sindicato dos donos de escolas privadas aposta retorno de aulas presenciais, em Pernambuco, para meados de julho

Nesta quinta-feira (18) completam 3 meses de suspensão das aulas no Estado por causa da pandemia de covid-19. Governo estadual deve lançar plano de retomada da educação até o fim deste mês

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 18/06/2020 às 13:37
Notícia
YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
Escolas particulares defendem que educação infantil seja uma das primeiras etapas da educação básica a retomar as aulas presenciais - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
Leitura:

Representante de donos de 2.400 escolas particulares do Estado, José Ricardo Diniz diz que a expectativa é que a reabertura das unidades de ensino em Pernambuco, para aulas presenciais, aconteça em meados de julho. Responsável pela elaboração do plano de retomada das atividades em escolas, faculdades e universidades, públicas e privadas, o secretário estadual de Educação, Fred Amancio, prefere não adiantar datas. O planejamento será apresentado pelo governo de Pernambuco até o fim deste mês. A certeza é de que o retorno ocorrerá por etapas, assim como estão sendo as atividades econômicas.

“Acredito que na metade de julho poderemos voltar com as aulas presenciais, se forem mantidos os indicadores da covid-19 no Estado”, afirma José Ricardo. Em um guia distribuído esta semana para as unidades privadas, o Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco (Sinepe) destaca que “a retomada das aulas presenciais deve ser gradual e intercalada com as atividades remotas”. A publicação sugere também que os estudantes das turmas de educação infantil e de 3º ano do ensino médio sejam os primeiros a retornarem.

A justificativa para privilegiar o primeiro grupo é em função de os pais das crianças da educação infantil precisarem voltar à rotina de trabalho presencial e não terem com quem deixar os filhos. Para os concluintes do ensino médio, a preferência seria porque eles estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares.

“Serão mantidas as duas modalidades, presencial e remota, no processo de retorno ao espaço escolar, para todos os níveis da escola. A decisão de mandar o filho para a aula presencial será de cada família”, ressalta José Ricardo, diante da preocupação de muitos pais com os riscos de contaminação de covid-19 pelas crianças menores. No Estado, estudam em colégios particulares cerca de 400 mil alunos, onde lecionam 20 mil professores.

Fred Amancio já sinalizou que a prioridade será para os vestibulandos e demais alunos que estão em etapas de conclusão, como os dos 9º anos do ensino fundamental. Sobre a educação infantil, ele preferiu não adiantar se essas séries estarão entre as primeiras a terem autorização para retornarem presencialmente para as escolas.

“É um debate importante e não temos ainda decisão sobre isso. Há a questão econômica, que deve ser considerada, do ponto de vista dos pais. Por outro lado não é uma das etapas mais urgentes para retorno, no que diz respeito ao aspecto pedagógico”, afirma o secretário estadual de Educação.

NACIONALMENTE

No País, o governo de São Paulo prometeu divulgar o plano de retomada das aulas na próxima quarta-feira (24). No Ceará, a prefeitura de Fortaleza autorizou o funcionamento das escolas privadas a partir de 20 de julho, enquanto os colégios municipais só poderão voltar no começo de agosto.

Em Tocantins, a previsão é reiniciar as atividades na rede estadual em 3 de agosto, por fases. No Rio Grande Sul a perspectiva para aulas presenciais seria em 1º de julho, mas o governo gaúcho comunicou essa semana que poderá rever a data diante dos casos de covid-19.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte.

Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias