DESEMPREGO

IBGE: Pernambuco tem maior taxa de desocupação do Brasil em 2021

Dados sobre desocupação em Pernambuco foram divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 25/02/2022 às 8:46
Agência Brasília
Carteira de trabalho - FOTO: Agência Brasília
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De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE nesta semana, a taxa de desocupação em Pernambuco em 2021 chegou ao nível mais alto do Brasil

Segundo o levantamento, 19,9% da população em idade de trabalhar est[a desocupada. Trata-se também do maior percentual já atingido pelo estado desde o início do levantamento, em 2012. Em 2020, a taxa de desocupação no estado havia sido de 17,2%. Por outro lado, o desemprego no Brasil caiu de 13,8% em 2020 para 13,2% no ano passado.

Em números absolutos, a população desocupada, ou seja, que procurou emprego e não encontrou, foi de 831 mil pessoas em 2021, 25,5% a mais do que no ano anterior. O avanço da vacinação contra a Covid-19 e a flexibilização do distanciamento social ocasionado pela pandemia foram alguns dos motivos pelos quais mais pessoas voltaram a procurar trabalho no ano passado após ficarem inativas em 2020.

A gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, também elenca mais hipóteses para o aumento da taxa de desocupação em 2021. “Ao longo de 2020, uma parcela significativa da população recebeu o Auxílio Emergencial, que foi reduzido tanto em valores quanto em número de beneficiados no ano passado. Outro fator que pode ter contribuído foi o fechamento de escolas e a evasão escolar de jovens durante a pandemia. Sem acesso a estudo e com dificuldades financeiras, parte deles passou a buscar ocupação para auxiliar nas despesas domésticas”

A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade – trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – subiu de 48% em 2020 para 51,1% em 2021, o oitavo maior percentual do país, empatado com a Paraíba. No total, um milhão e 737 mil pernambucanos trabalharam na informalidade em algum momento de 2021. O resultado pode ser explicado pela volta de vários dos trabalhadores informais aos postos que haviam deixado de ocupar em 2020 por conta da pandemia.

A pressão sobre o mercado pernambucano também é ilustrada pelo aumento da população na força de trabalho, que chegou a 4,1 milhões de pessoas em 2021 contra 3,8 milhões em 2020, um avanço de 8,5%. Esse grupo é composto pela soma de trabalhadores ocupados e trabalhadores desocupados. Enquanto mais pessoas voltaram a buscar trabalho, o rendimento médio habitual de todos os trabalhos em 2021 foi de R$ 1.837, o menor desde o início da PNAD Contínua.

Outro dado que chama a atenção no levantamento é a queda de 8,1% no número de pessoas desalentadas, passando de 367 mil em 2020 para 338 mil no ano passado. A população desalentada é definida como aquela que está fora da força de trabalho, que não havia realizado busca efetiva por trabalho pelas seguintes razões: não conseguir trabalho, ou não ter experiência, ou ser muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho em sua localidade e que, se tivesse encontrado trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

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