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Cleiton Collins pode ser o próximo a deixar o PP de Eduardo da Fonte e pode abrir crise no partido

Até o começo de abril os parlamentares podem trocar de partido, sem punição, sem perder o mandato

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 09/03/2022 às 10:44 | Atualizado em 09/03/2022 às 16:22
Arquivo pessoal
Pastor e missionária Collins estiveram nesta tarde em evento com Bolsonaro no Planalto, com igrejas evangélicas - FOTO: Arquivo pessoal
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Nos meios políticos, já se dá como prego batido e ponta virada a saída do deputado estadual Cleiton Collins do PP de Eduardo da Fonte, deputado federal pelo PP e presidente da legenda em Pernambuco.

Em um périplo em Brasília, Collins manteve negociações com Luciano Bivar (União Brasil) e FBC, além de Valdemar da Costa Neto, cacique do PL de Anderson Ferreira, além de emoldura-se ao lado do presidente para as redes sociais.

Ao blog, o pastor respondeu dizendo que fica no PP e vai trabalhar para fazer uma bancada forte em Pernambuco, inclusive pela eleição da sua esposa, Michelle Collins, para deputada federal. A candidatura, diz Cleiton Collins, conta com apoio de Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira.

Com Miguel Coelho?

O parlamentar e pastor não comenta o que fará da vida, ao lado da vereadora do Recife, Michele Collins, que planejava sair candidata a deputada federal nestas eleições, mas a sua entrada é dada como certa pelos correligionários de Miguel Coelho, pré-candidato pelo União Brasil ao governo do Estado.

Facebook - Eduardo da Fonte
Reunião do PP em Brasília com o pastor Cleiton Collins, a vereadora Missionária Michele Collins (Recife), o vereador Anderson Correia (Caruaru), o vice-presidente do PP de Pernambuco Lula da Fonte, e Alef Collins, filho do casal de missionários - Facebook - Eduardo da Fonte

Na tentativa de rebatendo os rumores, Eduardo da Fonte publicou um registro de uma reunião em Brasília. Nela, seu filho, Lula da Fonte, aparece numa mesa com o pastor Cleiton Collins e vereadora Missionária Michele Collins (Recife). Também estão presentes na foto o vereador Anderson Correia (Caruaru) e Alef Collins. Eles trataram, segundo o deputado federal, da montagem das chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados e Alepe.

Para permanecer no partido, Collins tem solicitado ter o teto da ajuda partidária, além da segurança da oferta da legenda para Michelle Colins. Dudu da Fonte teria resistido porque, caso seja bem votada, Michelle Collins poderia tomar a vaga do filho candidato a federal.

Com a entrada da família Tércio na política, os Collins vem sofrendo perdas nas urnas e até ensaiaram radicalizar o discurso, para não perder pontos com os evangélicos. Michele quase não se reelege vereadora na ultima eleição. "Os Collins sabem que no PP eles não tem fundo eleitoral e nem tempo de TV para se eleger caso lancem Michele para federal", afirma uma fonte do blog. "... após a queda de votos de Cleiton na eleição de 2018, Eduardo teria desprestigiado o aliado diminuindo o seu espaço nas estruturas que o PP dispõe no Governo do Estado e Prefeitura do Recife".

Com Anderson Ferreira?

Curiosamente, também o PL de Anderson Ferreira disputa o passe do parlamentar evangélico. Nesta terça-feira, com alarde, os Collins estiveram em um evento com a bancada da Bíblia no Palácio do Planalto, a convite do próprio presidente Bolsonaro.

"Foi uma agenda de unidade e reforço, uma agenda de proteção às famílias", explicou ao blog, enigmático o pastor e político.

Debandada?

Nesta semana, o PP perdeu dois parlamentares estaduais para partidos de oposição. O primeiro deles foi Joel da Harpa, que aliou-se a Anderson Ferreira, prefeito de Jaboatão e candidato do PL de Bolsonaro ao governo do Estado. Pode vir mais defecções por ai.

Os Ferreira estão pistola contra Eduardo da Fonte e encontraram um meio de dar um troco nele. Há algumas semanas, Eduardo da Fonte havia anunciado a atração de uma candidata para reforçar a chapa estadual. Fora os problemas internos, Eduardo da Fonte ainda enfrenta forte oposição de caciques da Frente Popular e até da oposição.

"Na oposição o grande adversário de Eduardo da Fonte tem sido o deputado federal André Ferreira. Ele ficou irritado com os assédios às suas bases por parte do líder do Progressista e também tem revidado retirando lideranças do PP, como foi o caso do deputado estadual Joel da Harpa e da pré-candidata Rebeca Lucena, suplente que obteve mais de 15 mil votos na eleição de 2018 pelo PP e que até pouco tempo estava com Eduardo mais vai ingressar no PL".

 

O outro foi o deputado estadual Romero Albuquerque, que aliou-se a Miguel Coelho, pré-candidato do União pelo Brasil.

No caso de Collins, sendo eles adversários dos Tércio na política de Jaboatão, é provável que não rumem para o União Brasil, para onde os Tércio devem se mudar. Clarissa Tércio deixará o PSC para estar ao lado de Miguel Coelho. Já Júnior Tércio deixará o Podemos para estar ao lado do prefeito de Petrolina.

Uma fonte do Blog, ainda no Carnaval, alertava para os problemas que Eduardo da Fonte poderia sofrer. Parecia premonição.

"(Na formação da chapa, as pessoas sabem que) Dudu da Fonte não fará dois deputados federais. É bem provável que, depois, ele tire o filho e não dê voto ao adversário interno (Fernando Monteiro, deputado federal pelo PP que também busca a reeleição)

 


Briga com João Campos e o PSB

Um sinal do suposto enfraquecimento diante dos aliados: há meses, Eduardo da Fonte pede a cabeça da secretária de Habitação do Recife e é ignorado. "Um desprestígio, já que o nome foi indicação dele mesmo. Talvez, isto seja em retaliação à puxada de tapete que ele tentou dar em João Campos, quando pediu e tentou barganhar o apoio da base a Marília Arraes secretamente. Ofereceu quantias surreais para que nomes do PP não declarassem apoio ao filho de Eduardo Campos no segundo turno em 2020".

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