Novela do PT

Por maioria de votos, executiva do PT indica Carlos Veras para vaga no Senado

Nome precisa ser aceito pela Frente Popular, que prefere o PT na vice

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 13/04/2022 às 21:45 | Atualizado em 14/04/2022 às 10:14
Foto: Reprodução/Instagram
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A reunião da Executiva do PT em Pernambuco acabou ainda há pouco. Na votação, o deputado federal Carlos Veras ganhou por maioria de votos, contra Teresa Leitão.

Quem fez a defesa da candidatura de Carlos Veras foi Humberto Costa. "Recebo a indicação, com muita honra, responsabilidade e entusiasmo. Tenho muita fé e coragem para contribuir com o avanço de Pernambuco e para lutar pela reconstrução e transformação do Brasil, iluminado pelos sonhos do meu partido e de braços dados com Lula e com o povo pernambucano", comentou o deputado. 

O PT já havia dito que não queria a vice na chapa da Frente Popular. Os dois candidatos continuavam na disputa, depois de Marília Arraes dar um pinote para o Solidariedade, depois de humilhar o PT e o PSB na saída.

No mês passado, a insatisfação de Marília Arraes com o PT havia atingido o ponto de ebulição, optando por sair do PT e depois do estrago causado por sua saída houve o recuo histórico do PT e PSB ao seu nome, depois de veto tácito nos bastidores. Apesar da humilhação imposta ao PSB e ao PT, a deputada federal acabou mesmo optando por um voo solo, nos braços do Solidariedade.

"A decisão final, que será tomada com base no contexto nacional, que respeito muito, será encaminhada com a unidade necessária para construir a vitória da Frente Popular, fundamental à democracia e aos direitos do povo brasileiro. A gente seguirá confiante no caminho que for apontado e somando as forças democráticas para eleger Lula e reconstruir o Brasil", completou o parlamentar.

O PSB espera que resultado de hoje possa ainda ser revertido pela Executiva Nacional.

Uma das possibilidades é que a deputada Teresa Leitão mude de ideia e aceite ser vice. Ela planeja sair federal.

"Foi bom para o PSB... Agora, ou Teresa aceita ser vice, ou fica de fora da majoritária", conta um socialista. A petista já havia sido sondada há alguns anos, mas nao havia clima no PT.

Outra possibilidade é o PT Nacional aceitar a indicação de André de Paula, em um acordo com o PSD de Gilberto Kassab. A conferir.

 

Luciana Santos lançará sua pré-candidatura ao Senado em evento no Recife

O lançamento é acompanhado por um manifesto em apoio à pré-candidatura de Luciana Santos ao Senado

Luciana Santos lançará sua pré-candidatura ao Senado em evento no Recife

A vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) vai lançar a sua pré-candidatura ao Senado Federal, em um evento que será realizado nesta segunda-feira (18), no Recife Antigo. O PCdoB havia apresentado o nome da dirigente comunista desde janeiro, como alternativa a ser analisada pelo conjunto de partidos que compõem a Frente Popular, liderado pelo PSB e que encabeça a chapa com o pré-candidato a governador Danilo Cabral. 

O lançamento é acompanhado por um manifesto em apoio à pré-candidatura de Luciana, que é presidente nacional do PCdoB, a única vaga da Casa Alta em Pernambuco. O problema é que a iniciativa não tem sido bem vista pelos socialistas. Uma fonte ligada ao Palácio do Campo das Princesas, em reserva, afirmou que esse projeto se dá mais por vontade do PCdoB, do que algo que esteja crescendo a partir do apoio do PSB e dos demais aliados. 

Sobre essa questão, Luciana Santos afirma que esse movimento não é nenhuma novidade, tento em vista que a ideia da sua pré-candidatura ao Senado foi comunicada desde janeiro. "Na época, estávamos discutindo a federação dos três partidos (PCdoB, PT e PSB). Sempre defendemos a hipótese do governador Paulo Câmara ser candidato a senador, quando ele decidiu que não seria, colocamos essa hipótese para análise das forças. Nós estamos nos desdobrando para que se faça o debate político", afirmou a vice-governadora, ao JC

Até o momento, Luciana Santos afirma que ainda não convidou nenhum partido político para participar dessa apresentação, mas que esse primeiro momento faz parte de um movimento de base. "Nós vamos estar com segmentos da academia, da ciência, da cultura. Queremos fazer esse debate com os movimentos sociais para e depois vamos avaliar como será a participação dos atores da política", afirmou. 

 


 

 

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