Turismo

Dificuldades da Paixão de Cristo não acabam com retomada dos espetáculos

A realização da temporada 2022 da Paixão de Cristo foi um dos maiores desafios já enfrentados pela organização na história do espetáculo

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 18/04/2022 às 11:34 | Atualizado em 18/04/2022 às 12:14
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Volta do espetáculo não foi uma tarefa fácil, dois anos depois da pandemia - FOTO: Divulgação
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Após dois anos de paralisação devido a pandemia, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém encerrou, no último sábado (16), a temporada 2022 em grande estilo com interpretações teatrais marcantes, cenários majestosos e um rico figurino.

Atuando em nove palcos-plateia do maior teatro ao ar livre do mundo, cerca de 400 atores e figurantes emocionaram milhares de pessoas vindas de todas as partes do Brasil e de outros países.

Na retomada dos espetáculos, aproximadamente 45 mil pessoas estiveram no município do Brejo da Madre de Deus, agreste de Pernambuco, para assistir à apresentação, que é uma das principais atrações turísticas do Brasil na Semana Santa.

Segundo Robinson Pacheco, coordenador geral do espetáculo, a realização da temporada 2022 da Paixão de Cristo foi um dos maiores desafios já enfrentados pela organização na história do espetáculo.

“Depois de acumularmos grandes prejuízos devido aos dois anos de paralisação, encaramos o desafio de retomar as apresentações praticamente sem recursos e com um prazo para estruturação do espetáculo bastante reduzido”, disse.

Ele ressalta que as dificuldades enfrentadas pela Sociedade Teatral de Fazenda Nova não se encerraram com a retomada das apresentações.

“Muitas pessoas ainda estão com medo da covid-19 e outras perderam seus empregos ou fecharam seus negócios. Em razão disso, o público ficou abaixo do esperado, o que dificulta não só a cobertura dos custos do espetáculo deste ano, como também compromete a produção da próxima temporada”, explica.

Para enfrentar o desafio de manter vivo o espetáculo de significativa importância para o setor turístico de Pernambuco, Pacheco está tentando captar patrocinadores por meio da Lei Rouanet.

“Temos um projeto aprovado no valor de R$ 3 milhões. A captação desses recursos será importante para cobrir parte dos nossos prejuízos”, afirma.

Realizada desde 1968, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém tem projetado o nome de Pernambuco para muito além das suas fronteiras.

Em meio século de história, o espetáculo já atraiu mais de 4 milhões de expectadores.

Conhecido em todo o Brasil, a encenação ocupa, na Semana Santa, um espaço de destaque nos mais diversos veículos de comunicação do País.

"Essa divulgação do nome do Estado em associação ao evento de Nova Jerusalém, geram frutos durante todo o ano para o segmento do turismo e, principalmente, na época da Semana Santa. Nesse período, a rede hoteleira do Recife e de polos turísticos como Porto de Galinhas, Gravatá e Caruaru recebem grande fluxo de visitantes que chegam para assistir ao espetáculo e também para aproveitar as atrações culturais e as belezas naturais de Pernambuco", diz a produção.

"As estimativas são de que, ao todo, cerca de R$ 200 milhões de reais em negócios sejam gerados em função da realização do espetáculo, incluindo investimentos em mídia, produção, movimento no comércio formal e informal, feira de artesanato, hotéis, pousada e transportes turísticos no estado de Pernambuco".

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