FRENTE POPULAR

André de Paula se reúne com Lula e Kassab nesta semana e deve ficar com vaga ao Senado

André de Paula se encontra, nesta semana, com Lula e Gilberto Kassab em Brasília. Presidente estadual do PSD deve ficar com candidatura ao Senado pela Frente Popular

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 25/04/2022 às 18:34
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PLANOS André de Paula já vinha negociando a vaga no Senado, inclusive com acordos na eleição de 2020 - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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Em consonância com o prazo estabelecido para definição da candidatura ao Senado, a Frente Popular pode anunciar nesta semana o seu candidato. Como apurou a coluna, André de Paula (PSD) se encontra nesta quarta-feira (27) com Lula (PT) e Gilberto Kassab (PSD), consolidando seu favoritismo para ser o escolhido como candidato à Câmara Alta.

Ouvido sob reserva pela reportagem, interlocutor informou que o encontro de Gilberto Kassab, presidente nacional do Partido Social Democrático, com André de Paula e Lula ocorre em Brasília. O PT chegou a negociar um acordo nacional com o PSD, o que favorecia o deputado federal na disputa.

A possível orientação do PSD por liberar os estados para decidirem, de forma independente, seu candidato à Presidência pode ter tirado pontos de André de Paula, que disputa a vaga ao Senado com o PT. Mas, diante da indefinição dos petistas pelo nome de Carlos Veras ou Teresa Leitão, o presidente estadual do PSD é favorecido.

FACEBOOK/CARLOS VERAS
ESCOLHIDO Carlos Veras (PT) na chapa de Danilo - FACEBOOK/CARLOS VERAS

Além disso, pesam a favor de André de Paula dois fatores: ele estava na frente na última pesquisa eleitoral e, também, é favorecido por um acordo feito com o PSB na eleição pela Prefeitura do Recife, em 2020. Em tempo, nesta terça-feira o Blog divulga um novo levantamento sobre a eleição em Pernambuco.

Se confirmada sua candidatura, o presidente estadual do PSD vai formar uma chapa com Danilo Cabral, pré-candidato do PSB ao Governo de Pernambuco. Dessa forma, cresce a expectativa de que o PT fique com a vice.

Se confirmada, candidatura de André de Paula não encerra problemas da Frente Popular

Caso a novela para definição do Senado chegue ao fim, o mesmo não acontece com os problemas da Frente Popular. Uma ala expressiva do PT já deixou claro, nos bastidores, sua recusa em fazer campanha para uma chapa com André de Paula e Danilo Cabral.

"Se o PSB forçar André de Paula no Senado, vai arrebentar a corda que já está esticada desde a retirada da candidatura de Humberto Costa. Se ele for o candidato da Frente, não haverá militância petista na campanha", garante um interlocutor do PT, nome forte dentre as lideranças políticas e movimentos sociais.

ROBERTO SOARES/ALEPE
CERTEZA Frente Popular diz que presença feminina é indispensável - ROBERTO SOARES/ALEPE

Outro problema é que Teresa Leitão, cotada tanto para o Senado quanto para vice, disse que só deixa o plano de candidatar-se para deputada federal caso lhe seja oferecida uma candidatura à Câmara Alta. Ela é tida como a preferida pelo PSB, por ser mulher e defender também as bandeiras da educação.

Mas o PT, por sua vez, já busca uma alternativa. De acordo com informações de bastidores apuradas pela coluna, o partido discute o nome de Ducli Amorim, possivelmente indicada para o posto pelo presidente do PT em Pernambuco, Doriel Barros, também ele deputado estadual.

Maria Dulcicleide Macedo Coelho Amorim é professora e deputada estadual filiada ao PT. Formada em Geografia pela Faculdade de Formação de Professores de Petrolina. É professora da Rede Pública de Ensino de Pernambuco. Ela também é esposa do ex-deputado e ex-prefeito de Petrolina, Odacy Amorim.

Pré-candidato a governador, Danilo Cabral poderá perder apoio do PP de Eduardo da Fonte

Presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte também vai discutir a permanência do partido na base do governo do prefeito do Recife João Campos (PSB)

Pré-candidato a governador, Danilo Cabral poderá perder apoio do PP de Eduardo da Fonte
ENTITY_quot_ENTITYCandidato que ficar se agarrando a presidente da República não vai dar certoENTITY_quot_ENTITY, criticou Eduardo da Fonte

O Partido Progressista (PP) poderá desembarcar do palanque composto pela Frente Popular de Pernambuco e a indefinição sobre quem estará na chapa majoritária é um dos motivos para a possível mudança de apoio. O presidente do PP de Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte, foi bem claro com relação ao que tem sido costurado entre PSB, PSD e PT sobre a vaga do Senado.

“Vejo a Frente Popular com muita preocupação, porque eu vejo uma discussão entre três partidos para montar a chapa, onde fala quem o PT tem direito ao Senado, mas ele já tem um senador que é Humberto Costa”, disparou o dirigente. 

Vale lembrar que o parlamentar também havia apresentado seu nome como alternativa a ser estudada pelo PSB para compor a vaga de senador na chapa encabeçada pelo pré-candidato a governador Danilo Cabral. “Aí você vê André de Paula, que seria candidato porque o prefeito João Campos disse que ele vai ser. Não vou sentar na mesa e aceitar um prato feito vindo de lá para que o PP concorde com algo que eu não participei e não opinei”, completou da Fonte, em entrevista à Rádio Folha, nesta segunda-feira (25).

 

 

“Precisamos discutir e talvez seja hora de fazer uma mudança de campo”. A fala do dirigente também contempla sua insatisfação com a gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Segundo o dirigente, na semana do dia 15 de maio, será submetida a Executiva estadual do PP a permanência ou não do partido na base governista da capital pernambucana. Na Casa José Mariano, a agremiação tem a segunda maior bancada com cinco parlamentares.

Por fim, Eduardo da Fonte disse que o partido tem até a realização das convenções partidárias, em agosto, para definir a escolha do governador que terá o seu apoio. "Nós vamos escutar com calma, com cautela, todos os candidatos”, disse. 

Após a repercussão da entrevista, o governador Paulo Câmara recebeu Eduardo da Fonte no Palácio do Campo das Princesas, na tarde de hoje. Fontes afirmam que as declarações do presidente estadual do PP não causaram surpresas, porque sempre há um clima de tensionamento por parte da agremiação, nas discussões de pré-campanha, ainda mais agora que o partido encontra-se rachado nestas eleições de 2022

Nacional

Outro questão pontuada de forma crítica, durante a entrevista, diz respeito a nacionalização do discurso entre os pré-candidatos ao Governo do Estado. Neste caso, ele não se referiu apenas a quem apoia o presidente da República Jair Bolsonaro (PL), como o caso do pré-candidato a governador Anderson Ferreira (PL).

Sobrou também para os pré-candidatos Danilo Cabral e Marília Arraes (SD) que disputam a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Candidato que ficar se agarrando a presidente da República não vai dar certo”, declarou.

“O que eu tenho visto, infelizmente, é um debate apequenado por parte dos pré-candidatos a governador querendo colar nessa discussão presidencial, quando na verdade os candidatos têm que estar discutindo os problemas de Pernambuco, discutindo as soluções para esse momento difícil que a gente atravessa economicamente com a falta de emprego e com a volta da fome, que precisará de um novo governo com medidas importantes e enfrente os problemas do estado”, afirmou Eduardo da Fonte.

Embora o dirigente estadual afirme que seu voto pessoal é no ex-presidente Lula, o Partido Progressista estará no palanque de Bolsonaro nas eleições presidenciais. Além disso, a sigla abriga importantes lideranças bolsonaristas como a deputada estadual Clarissa Tércio e o seu marido, o vereador Junior Tércio, em virtude da janela partidária. Agora, entrará em discussão se o PP continua na Frente Popular ou migrará para a oposição. 

 

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