Eleições 2022

Lula promete levar o Brasil 'de volta para o futuro' e colocar 'fascismo no esgoto da história'

Na oficialização da sua candidatura, Lula disse que voltava mais brando do que nunca e prometeu colocar o fascismo de volta ao esgoto da história

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 07/05/2022 às 13:01 | Atualizado em 07/05/2022 às 16:08
PT/Divulgação
Lula é pré-candidato ao Planalto - FOTO: PT/Divulgação
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Para evitar problemas na comunicação da campanha, o ex-presidente Lula evitou falar de improviso e leu um discurso no lançamento da chapa com PSB e PT. Com críticas indiretas ao atual presidente, Lula citou vários programas da sua gestão, buscando estimular uma espécie de nostalgia do passado.

"É para conduzir o Brasil de volta para o futuro, nos trilhos da soberania, do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social, da democracia e do respeito ao meio ambiente, que precisamos voltar a governar este país."

Na oficialização da sua candidatura, Lula disse que voltava mais brando do que nunca e prometeu colocar "o fascismo de volta ao esgoto da história".

"Lula é hoje a única esperança para o Brasil", afirma Geraldo Alckmin, momentos antes.

No final da fala, Lula fez uma convocação.

"A partir de agora, se preparem. Vamos começar a percorrer esse país. É proibido ter medo de provocação e fake news. Nós vamos vencer essa disputa distribuindo carinho e sorriso e amor. Vamos devolver a harmonia ao Brasil"

"Chega de ameaças, chega de suspeições absurdas, de chantagens verbais, tensões artificiais. O país precisa de calma e tranquilidade para trabalhar e vencer as dificuldades atuais. E decidirá livremente, no momento que a lei determina, quem deve governá-lo."

No evento, Lula disse que vai casar agora em maio, aos 76 anos, antes de começar a campanha.

"Estou apaixonado e vou me casar... Um homem com 76 anos e vai se casar, aposta no amor, na harmonia, no carinho. No Brasil há muita gente com cabeça doente. Vamos curar este país"

Veja abaixo alguns dos trechos

"Não é digno do título o governante incapaz de verter uma única lágrima diante de seres humanos revirando lixo em busca de comida, ou dos mais de 660 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid. Pode até se dizer cristão, mas não tem amor ao próximo".

"Em 2003, disse que se, ao final do meu mandato, todos tivessem café da manhã, almoço e janta, eu teria cumprido a missão da minha vida. Travamos contra a fome a maior das batalhas, e vencemos. Mas hoje sei que preciso cumprir a mesma missão".

"Para governar bem, um governante precisa ter a sensibilidade de sofrer com cada injustiça, cada tragédia individual e coletiva, cada morte que poderia ser evitada. Infelizmente, nem todo governante é capaz de entender, sentir e respeitar a dor alheia".

"O resultado desse desmonte é que somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, cotada em dólar, enquanto os brasileiros recebem os seus salários em real".

"Cuidar do meio ambiente é, antes de tudo, cuidar das pessoas. Buscar a convivência entre o desenvolvimento econômico e o respeito à flora, à fauna e aos seres humanos. A transição para um novo modelo de desenvolvimento sustentável é um desafio planetário".

"Defender a soberania é defender a Eletrobrás, maior empresa de geração de energia da América Latina, dos que querem o Brasil submisso. Mais esse crime de lesa-pátria seria uma perda para nossa soberania energética".

"Defender nossa soberania é defender a integração da América do Sul, América Latina e Caribe. Fortalecer o Mercosul, a UnaSul, a Celac e os BRICS. Estabelecer livremente as parcerias que forem melhores para o país. É lutar por uma nova governança global".

"Nos nossos governos, deixamos de ser o país do futuro, para construirmos nosso futuro no dia a dia, em tempo real. Mas o atual governo fez o Brasil despencar para a 12ª posição do ranking das maiores economias".

"A arte preenche nossa existência. Não haverá soberania enquanto o atual governo continuar tratando a cultura e os artistas como inimigos a serem abatidos, e não como geradora de riqueza para o país e um dos maiores patrimônios do povo brasileiro".

"É para conduzir o Brasil de volta para o futuro, nos trilhos da soberania, do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social, da democracia e do respeito ao meio ambiente, que precisamos voltar a governar este país."

"Não é possível que o reajuste da maioria das categorias fique abaixo da inflação. Não é possível que o salário mínimo continue perdendo poder de compra. Nos nossos governos ele subiu 74% acima da inflação, aumentando o consumo e aquecendo a economia".

"Nunca foi tão fácil escolher. Nunca foi tão necessário fazer a escolha certa. Mas é preciso dizer com toda clareza: para sair da crise, crescer e se desenvolver, o Brasil precisa voltar a ser um país normal, no mais alto sentido da palavra."

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