corrida eleitoral

Teresa Leitão já estaria encostada em André de Paula

O PT aposta na vinda de Lula para mudar este cenário. Lula vem ao Estado agora no começo de junho, nos dias 6,7 e 8, começando por Serra Talhada, depois Garanhuns e finalmente Recife

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 23/05/2022 às 10:07 | Atualizado em 24/05/2022 às 8:19
Augusto Tenório
ESTRATÉGIA PSB aposta tanto em Lula porque a força do apoio dele a um candidato em Pernambuco é expressiva - FOTO: Augusto Tenório
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Neste final de semana, a deputada estadual Teresa Leitão, do PT, indicada para o Senado após uma longa demora no partido, fez em Sertânia um dos discursos mais entusiasmados e contundentes, batendo na ex-aliada petista Marília Arraes, além de Bolsonaro também.

Uma das explicações para o entusiasmo sejam as pesquisas internas que a Frente Popular vem analisando.

De acordo com um levantamento interno de maio, realizado por um tradicional instituto de pesquisas do Estado, a diferença entre André de Paula e Teresa Leitão seria de apenas 4 pontos percentuais.

Considerando que a margem de erro desta pesquisa interna seria de 2,2%, eles estariam virtualmente empatados. Teresa Leitão encostou em André de Paula, sem nem ter feito campanha ainda. Ela estava com as mãos atadas antes da definição do PT.

Neste novo momento, o PT aposta na vinda do ex-presidente  Lula a Pernambuco para mudar este cenário. Lula vem ao Estado agora no começo de junho, nos dias 6,7 e 8, começando por Serra Talhada, depois Garanhuns e finalmente Recife.

Nas respostas espontâneas da mesma pesquisa interna para o Senado, Marília Arraes e Raquel Lyra aparecem na frente, mas as duas recusam a opção Senado e querem disputar o governo, ao menos até este momento da campanha.

Marcus Mendes/Divulgação
Danilo Cabral, em Sertânia, ao lado de aliados, como a candidata ao Senado do PT, Teresa Leitão - Marcus Mendes/Divulgação

Teresa Leitão reclama de criminalização da política

No discurso em Sertânia, a deputada do PT defendeu o nome de Lula e criticou a criminalização da política. No Estado, Lula tem cerca de 70% de aprovação.

"Tivemos muita criminalização da política. Por isto, elegemos este traste (possível referência a Bolsonaro), porque negamos a política. É um disparate não gostar de política, politica é posição, é escolha, essa capacidade indica o caminho para seguir", disse.

"Por conta disto tudo, vamos ter uma eleição dura. Quando ela é disputada é estimulante, mas o que esperamos é que elas sejam violentas, de fake news, de mentiras. Teremos que responder com coragem, determinação e alegria", afirmou.

Teresa Leitão Defesa da Frente Popular

No mesmo palco, a deputada estadual ensaiou uma defesa da Frente Popular, mesmo sem citar o governador Paulo Câmara diretamente.

"Quem já fez, sabe como melhorar. A experiência de Danilo Cabral, ao longo de toda uma vida pública, vai dar esta confiança e conforto. Caminhamos para melhorar", apostou.

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