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TCE nega recurso e marido de vice-prefeita do Recife tem contas irregulares

Fábio Fiorenzano teve contas irregulares como gestor do PRORURAL, do Governo do Estado

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 26/05/2022 às 11:08 | Atualizado em 26/05/2022 às 11:11
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MPCO investiga suposto desvio da gestão do PDT no ProRural - FOTO: Divulgação/PDT
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Sem alarde, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) indeferiu um recurso ordinário do engenheiro Fábio Fiorenzano (PDT). Ele é marido da vice-prefeita do Recife, Isabela de Roldão (PDT). A decisão constou em despacho do presidente do TCE, publicado no Diário Oficial.

O processo no TCE se refere a gestão de Fábio como presidente do PRORURAL, autarquia estadual da área de agricultura. Atualmente, Fábio trabalha no Palácio do Campo das Princesas, como secretário-executivo de Desenvolvimento de Projetos, na Assessoria Especial ao Governador.

Em auditoria especial, o TCE alegou supostas irregularidades em licitação que Fábio conduziu no PRORURAL com empréstimo do Banco Mundial.

Segundo o TCE, o "PRORURAL não constituiu comissão para recebimento dos produtos provisórios e definitivos financiados com recursos do Banco Mundial (BIRD). esse procedimento feriu o § 8º do art. 15 da Lei nº 8.666/93 e permitiu pagamentos indevidos".

A auditoria do TCE apontou que Fábio supostamente direcionou a licitação para uma empresa.

"Assim, de fato, há fortes indícios de direcionamento da licitação. Esses indícios se confirmam na fase de execução, onde a PROCONSULT foi francamente beneficiada com pagamentos sem entrega de produtos, como relatados adiante", disse o relatório oficial do TCE.

Fábio Fiorenzado foi multado pelo TCE em R$ 20 mil pelas supostas irregularidades.

HISTÓRICO DE CRÍTICAS

O relacionamento político de Isabela de Roldão e Fábio Fiorenzano com o PSB é marcado por "idas e vindas". Atualmente, os dois são aliados do PSB.

Em março de 2015, Isabella reproduziu em sua rede social duras críticas da sua mãe contra a pessoa de Paulo Câmara, por ele ter exonerado todos os comissionados da ARPE, onde o pai da ex-vereadora era presidente. Era uma carta aberta da mãe de Isabella, atacando o governador, por ter exonerado todos os comissionados da ARPE, na época presidida pelo pai de Isabella, Roldão Joaquim.

Segundo a postagem de Isabella à época, era uma “retaliação” de Paulo Câmara ao fato de Roldão Joaquim, pai da ex-vereadora, não ter apoiado a campanha do governador.

A ex-vereadora e seu pai Roldão Joaquim apoiaram Armando Monteiro para governador, em 2014, contra Paulo Câmara.

Em abril de 2015, Isabella acusou o prefeito Geraldo Júlio de “ditadura”, ao ser retirada de uma comissão de educação, quando ainda era vereadora.

“Parece uma ditadura. Ninguém pode falar, que é perseguido. Mas eu não vou me calar”, disse a então vereadora, após o governo municipal lhe retirar de uma comissão de educação.

A reconciliação da família com o PSB começou em abril de 2018, quando Paulo Câmara nomeou o engenheiro Fábio Fiorenzano, marido de Isabella, para diretor do PRORURAL.

Mesmo com o marido no governo, Isabella foi candidata a vice-governadora na chapa de Maurício Rands (PROS). Na época, se dizia que era uma candidatura "afinada" com o Palácio.

O marido foi exonerado do PRORURAL em 2019, assumindo uma vaga na assessoria especial de Paulo Câmara, no Palácio.

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