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Alepe: PSOL denuncia ameaça de deputado bolsonarista com arma de fogo; parlamentar nega

O PSOL denuncia que deputado bolsonarista ameaçou, durante a sessão plenária da Alepe, uma co-deputada com arma de fogo. Procurado pela reportagem, o parlamentar nega

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 01/06/2022 às 12:19 | Atualizado em 01/06/2022 às 15:36
ROBERTO SOARES/ALEPE
PSOLISTA Jô Cavalcanti argumentou que famílias seriam prejudicadas - FOTO: ROBERTO SOARES/ALEPE
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O PSOL denuncia que o coronel Alberto Feitosa (PL) ameaçou, durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a co-deputada Jô Cavalcanti com uma arma de fogo. Procurado pela reportagem, o parlamentar nega.

A confusão aconteceu durante a plenária virtual dessa segunda-feira (31), na qual Jô Cavalcanti, co-deputada pelo mandato coletivo Juntas (PSOL), fez discurso sobre questão das chuvas em Pernambuco e a calamidade pública no estado.

A co-deputada, em certo momento, sugeriu que Alberto Feitosa guarda uma arma em seu gabinete da Alepe. Ela fez referência ao vídeo no qual o deputado estadual mostra uma arma na cintura, reagindo à declaração de Lula (PT) sobre protestos próximos às residências de parlamentares.

 

Vídeo da sessão plenária (veja acima) mostra o trecho da discussão entre Jô Cavalcanti e o coronel Alberto Feitosa. A partir dos 59 minutos, a discussão sobre a arma é aberta. O trecho denunciado pelo PSOL, com a suposta ameaça, acontece a partir de 1h e 8 minutos de vídeo.

Robeyoncé Lima, co-deputada estadual e pré-candidata a deputada federal pelo PSOL, denunciou nas redes a fala de Alberto Feitosa. Ela recorta trecho do discurso do deputado, no qual ele diz: "A arma está na minha cintura para ser usada, a senhora entendeu?".

ROBERTO SOARES/ALEPE
NÃO VACINADO Feitosa confirmou não imunização - ROBERTO SOARES/ALEPE

Procurado pela coluna, ele diz que nada demais aconteceu. "Ela disse que eu tinha uma arma no gabinete e que eu era um deputado violento. Eu neguei, disse que portava arma, porque a constituição me dá o direito por ser militar. Minha arma é legalizada. Tenho posse e porte. Tenho porte de fato, mas para garantir a segurança pública, a minha e de minha família", disse o deputado.

 

Nota das Juntas diz que codeputada Jô Cavalcanti sofreu violência política

Confira, na íntegra, a nota do mandato coletivo, enviada à coluna:

A mandata coletiva das Juntas Codeputadas vem a público se pronunciar sobre a situação de violência política sofrida pela codeputada Jô Cavalcanti durante a sessão plenária ordinária da Assembleia Legislativa de Pernambuco na terça-feira, 31/05.

Qualquer ameaça, velada que seja, não pode ser tolerada em âmbito algum, principalmente no legislativo. Nós combatemos essa prática cotidianamente e não toleraremos que insinuações de violência sejam deliberadamente proferidas contra uma mulher negra, parlamentar eleita, sem garantir que as devidas medidas sejam tomadas.

Em razão do temor pela vida e integridade física da codeputada Jô Cavalcanti, gerado em razão da ameaça sofrida, estamos entrando com um pedido para que a Assembleia Legislativa de Pernambuco garanta a sua segurança. A codeputada também realizará um Boletim de Ocorrência e a mandata está avaliando as demais medidas cabíveis.

Lamentamos o ocorrido e agradecemos profundamente a todo o apoio recebido dos(as) colegas parlamentares, movimentos sociais, redes ativistas e toda a sociedade civil. A violência política de gênero é uma ameaça à democracia e nós seguiremos combatendo toda forma de opressão.

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