Ameaça

Bolsonaro repete ameaças golpistas após conversa com ministro: "uma hora vai acontecer uma tragédia que a gente não quer"

Bolsonaro se queixou de "interferências" do STF e afirmou que "vai chegar um ponto final"; presidente também declarou que ministro "falou certas coisas que não procediam"

Antônio Gois
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Antônio Gois
Publicado em 27/06/2022 às 10:09 | Atualizado em 27/06/2022 às 11:24
Isac Nóbrega/PR
Presidente Jair Bolsonaro (PL) - FOTO: Isac Nóbrega/PR
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Neste domingo (26), o presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou que teve uma conversa com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na última semana e disse que pretende fazer um novo encontro entre os dois.

Sobre a conversa, o presidente disse que durou cinco minutos e que Moraes "falou por 90% do tempo". Bolsonaro afirmou que pediu outro momento, segundo ele, podendo acontecer em qualquer lugar.

"Ver se consigo entendê-lo e ele me entender também, porque, pelo que ele falou ali, não me entende. Falou certas coisas que não procediam, não vou revelar o que é. Eu fiquei mais quieto, ouvindo ele falar", declarou o presidente sobre o encontro.

O encontro ocorreu em evento na residência oficial da Presidência da Câmara. O evento em questão foi a homenagem aos 20 anos do ministro Gilmar Mendes no STF, e foi realizado por Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara.

Após a conversa, num programa realizado por apoiadores do presidente, Bolsonaro repetiu ameaças golpistas e ataque às urnas.

"Uma hora vai acontecer uma tragédia que a gente não quer. Não estamos dando recado, aviso, todo mundo sabe o que está acontecendo", disse.

Se queixando de interferências do STF no executivo, o chefe do executivo disse que "vai chegar um ponto final".

Na mesma entrevista, Bolsonaro disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai realizar as eleições apenas para "cumprir" tabela".

"É o que deixam transparecer. Em vez de ajudarem a dissipar a nuvem de suspeição que existe na cabeça de muita gente, muito pelo contrário, tornam concreta essa possibilidade da maneira como agem", declarou.

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