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Fachesf: Romero Albuquerque volta a afirmar risco ao benefício de servidores

Após ser contestado em nota emitida pela Fundação Chesf De Assistência e Seguridade Social (Fachesf), Romero Albuquerque (UB) voltou a criticar a entidade

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 04/07/2022 às 16:13
ALEPE
Romero Albuquerque é deputado estadual pelo União Brasil - FOTO: ALEPE
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Após ser contestado em nota emitida pela Fundação Chesf De Assistência e Seguridade Social (Fachesf), Romero Albuquerque (UB) voltou a criticar a entidade. O deputado estadual reafirma que há risco à continuidade pagamento aos servidores beneficiários da instituição.

Recentemente, Romero Albuquerque denunciou equacionamento de dívida milionária que poderia comprometer a aposentadoria dos servidores da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). 

Segundo o parlamentar, pontos levantados pelo Fundo contradizem a documentação apresentada pela própria Fachesf e repassada aos aposentados e pensionistas. A 'confusão' das informações estaria gerando, de acordo com Albuquerque, mais insegurança sobre a situação da aposentadoria suplementar.

Em nota, a Fachesf afirmou que não existe ameaça de interrupção no pagamento das suplementações.  Além disso, nega investimentos malsucedidos e diz que os rendimentos obtidos foram compatíveis.

Romero Albuquerque rebate: diz que a entidade sustenta, no manual informativo, que o déficit atuarial representa a ausência de recursos suficientes para o pagamento do benefício a longo prazo.

Além disso, alega que no informativo repassado aos servidores e aposentados, a própria Fachesf reconhece que o déficit teve como causa fundamental o retorno insuficiente dos investimentos.

Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). - Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem

"A título de exemplo, em 2020 o resultado dos investimentos foi de 8,48%, enquanto a previsão era de 29,91%. A bem da verdade, o manual expõe que, entre os anos de 2013 e 2020, várias foram as aplicações malsucedidas”, rebate.

O deputado acredita que, na tentativa de justificar o rombo, a Fundação afirma que nos últimos dois anos houve um descasamento do IGP-M frente ao IPCA. Segundo a denúncia, o déficit, objeto do equacionamento, diz respeito aos anos de 2019 a 2020, com a avaliação atuarial encerrada em 31 de dezembro daquele ano.

“Mesmo diante de tamanha negligência, a Fachesf alega que o equacionamento é igualmente repartido entre aposentados e pensionistas e as patrocinadoras. A afirmação é inverídica, tendo em vista que os assistidos atualmente arcam com mais de 50% do déficit”, diz Romero.

Ele ainda observou que, na nota, a instituição afirma que todo o processo se deu com total transparência e publicidade, mas, para os trabalhadores, os dados fornecidos não são claros, tampouco fornecem algum respaldo e credibilidade aos números divulgados.

O deputado diz que um dos aposentados prejudicados, Paulo Bitu, explicou que a diretoria da Fachesf é composta por três diretores, sendo dois indicados pela patrocinadora (Chesf), que detém as decisões importantes do Fundo, e um deles indicado pelos servidores.

“A empresa tem uma responsabilidade infinitamente maior que os aposentados sob a gestão financeira, no entanto, o modelo dessa gestão não é transparente. O que temos são publicações técnicas, inacessíveis, reuniões rápidas que não esclarecem nem resolvem nada. Queremos saber quais os gastos, aplicações, o patrimônio, quais os contratos, para que possamos apontar como superar essa deficiência”, disse o aposentado.

Ainda de acordo com Bitu, a redução do benefício hoje é de, aproximadamente, 25%. “Quantos outros déficits virão? Essa redução de benefício ano após ano não é uma ameaça? Passamos a vida contribuindo para a fundação, acreditando que o contrato de benefício seria cumprido, e isso não está acontecendo”, finalizou.

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