TERRORISMO EM BRASÍLIA

Ex comandante da PF culpa o exército pela demora no desmonte dos acampamentos no DF; confira

Fábio Augusto Vieira está preso desde o dia 10 por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

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Jones Johnson

Publicado em 24/01/2023 às 14:29
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O ex-comandante da PM Fábio Augusto Vieira, disse durante audiência de custódia que a Polícia Militar não facilitou a entrada dos bolsonaristas e que foi o Exército que não quis remover os acampamentos na capital federal.

Durante o depoimento, Vieira disse que os acampamentos montados na frente dos quartéis não foram retirados por solicitação do próprio Exército, mas que a PM tentou por duas vezes a retirada dos bolsonaristas, sem sucesso:

"A PMDF chegou a mobilizar cerca de 500 policiais militares, mas o Exército entendeu que era melhor eles fazerem essa desmobilização utilizando seus próprios meios. A permanência do acampamento contribuiu muito para o ocorrido no dia 8".

 

AFP
Inquérito vai correr em sigilo e foi determinado prazo de um ano para as investigações - AFP

Vieira disse, ainda, que a PMDF "tomou conhecimento de toda manifestação ou evento por uma reunião na Secretaria de Segurança Pública, pela Subsecretaria de Operações Integradas). Comandante-Geral não participa dessas reuniões e tampouco do planejamento".

Ele também informou que soube da inteligência de diversas agências que "a situação estava ok", em referência aos manifestantes nos acampamentos:

"O Departamento de Operações informou que a situação estava OK, que o efetito empregado era o necessário de acordo com as informações de inteligência que eles tinham. A inteligência informou que o chamado do movimento era grande mas não havia muita adesão".

 

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Há acampamentos montados em frente a prédios militares em todo o Brasil - BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Ele disse que, alguns dias antes dos atos terroristas, cerca de 440 homens iriam ser empregados no
dia 8, mas que ele sugeriu que o número fosse aumentado.

Vieira era responsável pela corporação no último domingo (08), quando houve o ataque terrorista dos bolsonaristas aos prédios do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto.

Ele está preso desde o último dia 10, por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes e já
havia sido afastado do cargo pelo interventor federal, Ricardo Capelli.

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