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Caso Marielle Franco: delação de Ronnie Lessa pode apontar que mandante teria foro privilegiado

Delação de Ronnie Lessa sobre caso Marielle Franco pode indicar que mandante do crime tem foro privilegiado, indica jornal

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Cynara Maíra

Publicado em 23/01/2024 às 8:59
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Depois da divulgação nesta segunda-feira (22) de que o ex-policial militar Ronnie Lessa aceitou assinar um acordo de delação premiada no final de 2023, muito se aguarda para entender o teor do material. A expectativa é de que a colaboração de Lessa indique quem foi o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco

Apesar de ainda haver poucas informações sobre a delação de Ronnie Lessa no caso Marielle Franco, o jornal O Globo descobriu que o material está sob avaliação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que poderia indicar que além de indicar o mandante, o nome citado por Lessa seja alguém com foro de prerrogativa de função. 

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Com pouco menos de dois meses para que o assassinato de Marielle Franco faça seis anos em 14 de março, a delação de Ronnie Lessa é aguardada como um ponto fundamental para que o caso seja concluído. 

Apesar dos rumores de que a delação já esteja em andamento, as autoridades ainda precisarão checar as informações apresentadas por Ronnie Lessa através do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise) da Polícia Federal (PF). 

Anteriormente, a PF já havia conseguido a delação de Élcio de Queiroz, que admitiu ter dirigido o carro para emboscar Marielle Franco. Queiroz citou como um dos envolvidos na morte o nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, que tem foro privilegiado. Domingos Brazão já foi deputado estadual do Rio de Janeiro pelo MDB. 

Apesar de já ter sido investigado pela Polícia Federal, não foi encontrado nenhuma prova que indicasse a sua participação na morte de Marielle. Para o Globo, Brazão disse que depois das famílias de Marielle e Anderson, ele e sua família seriam os mais interessados na revelação de quem seria o mandante do crime para acabar com as especulações. 

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deu até março de 2024 para que o caso Marielle seja solucionado após uma série de questões vinculadas com comprovação de diligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro que atrasaram a situação. Uma investigação sobre a apuração da Polícia Civil indicou que houve tentativa de incriminar o miliciano Orlando da Curicica como executor do crime. 

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