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Espionagem na Abin: governo Lula exonera delegado investigado e deve demitir número 2 da Abin

Governo Lula exonera delegado ex-integrante da Abin e deve demitir diretor-adjunto da agência após polêmicas com espionagem ilegal. Cúpula do governo se divide sobre mudanças dentro de órgão de inteligência

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Cynara Maíra

Publicado em 27/01/2024 às 9:56
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Nesta sexta-feira (26), o governo Lula (PT) exonerou o delegado da Polícia Federal Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho.

O caso ocorre após o delegado ser investigado de estar envolvido no esquema chamado de "Abin paralela", ala da Agência Brasileira de Inteligência que é indicada de monitorar ilegalmente pessoas de interesse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

A exoneração está vinculada com a mobilização da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva de resolver a desconfiança com a Abin

DELEGADO EX-ABIN É EXONERADO APÓS INVESTIGAÇÃO POR ESPIONAGEM

Carlos Afonso era secretário de Planejamento e Gestão da Abin durante a gestão do atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na agência.

O delegado exonerado também compõe a lista de investigados sobre o esquema de espionagem ilegal dentro da agência ao proteger os funcionários que realizavam o monitoramento.

No relatório apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é indicado que Alexandre Ramagem e Carlos Afonso "especificamente" interferiram nas apurações disciplinares contra os investigados de espionagem para que o uso instrumental da Abin para fins políticos não fosse divulgada. 

A investigação da PF apresenta que os gestores da Abin anularam um processo disciplinar da administração sobre espionagem ilegal para evitar que fosse descoberto o uso irregular do software de monitoramento First Mile e tentaram garantir que a utilização do sistema fosse visto como regular. 

A Polícia Federal apresenta que a Abin virou um instrumento do governo Jair Bolsonaro para monitorar autoridades, pessoas envolvidas em investigações e até desafetos do presidente. Para isso, era usado o First Mile, que permitia utilizar o GPS de aparelhos para identificar as movimentações dos alvos. 

LULA DEVE EXONERAR DIRETOR-ADJUNTO DA ABIN APÓS APURAÇÕES

Segundo o Blog da Natuza Nery no G1, Lula deve exonerar em breve o diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti. O caso ocorre após a operação da PF nesta quinta-feira (25) identificar que membros da atual gestão da agência trabalharam para dificultar as investigações em suspeita de cumplicidade com o ex-diretor do órgão Alexandre Ramagem. 

 

O nome de Alessandro Moretti já é considerado certo para ser exonerado, mas membros do governo Lula divergem em relação a mudanças dentro da Abin.

Uma ala de ministros afirma que a situação do diretor Luiz Fernando Corrêa também é muito crítica e que, portanto, deve ser exonerado. Esse grupo aponta que todo sistema de inteligência do governo deve ser modificado para que as informações sejam melhores coordenadas. 

Enquanto isso, outro grupo, liderado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, indica que as modificações devem ser feitas com cautela após a investigação da PF ser melhor entendida. Desde que a Abin foi inserida na Casa Civil, Costa tem se aproximado de Fernando Corrêa. 

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