Seguindo um tendência global, cai o otimismo dos CEOs brasileiros no crescimento de suas empresas em 2020

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 05/02/2020 às 11:30
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[caption id="attachment_17313" align="alignnone" width="748"]"" Fernando Alves sócio-presidente da PwC Brasil fala sobre o desafio das empresas brasileiras com a inovação.[/caption]Os executivos brasileiros estão otimistas em relação aos resultados de suas empresas nos próximos 12 meses. É o que aponta a 23ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (23rd Annual Global CEO Survey). Um ano depois do Governo Bolsonaro, parece claro que o sentimento de otimismo generalizado no ano eleitoral reduziu seu ímpeto.Contudo, o estudo revela que  78% dos líderes brasileiros relataram estarem confiantes quanto ao crescimento de suas receitas ( 22% muito confiantes), mas  56% confessaram-se  pouco confiantes. Na pesquisa realizada no ano anterior, no contexto de expectativa de início de um novo governo, o otimismo chegou 95% destoando da média global que foi de 82%. Este ano, 72% dos CEOs acreditam em um bom desempenho financeiro de suas organizações em 2020, frente a 82% na pesquisa anterior.O sócio-presidente da PwC Brasil, Fernando Alves, que esteve nesta quarta-feira no Recife, interpreta que esse sentimento era previsível. A plataforma de Jair Bolsonaro com a promessa de realizar reformas já no primeiro justificou esse sentimento. Com o decorrer de um ano e constatação que elas não terão um calendário tão célere os CEO voltaram a se aproximar da média global.Alves falou de suas preocupações com a resiliência dos líderes sobre a pauta de costumes. Ele lembrou que o Governo nesse aspecto se identifica com o de Donald Trump cuja performance na economia faz com temas que são caros aos americanos sejam relevados. No Brasil, isso também acontece e ela alerta que as empresas não podem se descuidar isso porque o mundo está acompanhando esses movimentos. Para ele as empresas terão cada vez mais de ter posições claras sobre questões de gêneros com politicas de suas colaboradoras e estar atenta a questões ambientais porque essa e uma pauta que foi apropriada globalmente pelas empresas.Mas a pesquisa mostra que não apenas quanto ao mercado interno, os brasileiros que reduziram suas expectativas como o resto do mundo. Quanto ao desempenho da economia global, há mais pessimismo em nível global. Apenas 19% dos CEOs brasileiros apostam em um cenário de aceleração do crescimento em 2020 (ante 50% em 2019), enquanto 45% preveem desaceleração.Este sentimento está em linha com a média global. Enquanto apenas 22% acreditam na melhora da economia global nos próximos 12 meses (na pesquisa anterior, eram 42%), 53% não veem sinais de melhora nesse período - chegando a um nível de pessimismo que não era visto desde 2012.Para viabilizar o aumento das receitas em 2020, 84% dos CEOs brasileiros afirmaram apostar em seu crescimento orgânico. E mesmo com o maior pessimismo quanto à economia global, as empresas revelam que continuarão buscando estratégias para alcançar esse objetivo nos próximos 12 meses.Para isso, inovar será a palavra de ordem. Repetindo o mesmo cenário do ano anterior, 89% disseram que a principal estratégia será a melhoria da eficiência operacional, enquanto 78% vão investir no lançamento de novos produtos ou serviços e 52% buscarão colaborar com outros empresários e startups.Segundo Alves as empresas brasileiras precisam elevar sua produtividade para obter competitividade e sucesso em 2020 e nos próximos anos. As empresas brasileiras pela baixa inserção na economia tendem a se preocupar menos com os movimento de invocação. Mas a questão da inovação terá quer uma rotina. E a tecnologia é a palavra de ordem. Mudar processos.A pesquisa mediu também a percepção sobre as possíveis ameaças ao crescimento das empresas. Entre os principais motivos de preocupação, 50% dos CEOs brasileiros citaram as incertezas quanto ao crescimento da economia e com o peso dos impostos

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