Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

JC Negócios

Por Fernando Castilho
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Coluna JC Negócios

Alta da conta de energia leva geração solar para rota de bancos e empresas que veem Nordeste como novo mercado

Com juros baixos Santander, Banco do Nordeste e Sicredi-Recife definem linhas especais para financiamento de sistemas.

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 08/08/2021 às 13:00
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Depois do sucesso da energia eólica que já responde por 12% da energia produzida no Brasil é a vez da energia solar distribuída. - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Embalados na onda de geração de energia renovável e pelo aumento drástico dos preços da energia pela cobrança da bandeira vermelha 2, ao menos até dezembro, os bancos estão criando linhas especiais para o financiamento de sistemas domésticos de geração de energia solar fotovoltaica.

Esse cenário já fez as indústrias do setor mirarem o mercado Nordeste, instalando bases de produção e distribuição na Região que, ironicamente, também é o foco de grandes investidores que estão investindo pesado na construção de grandes complexos que já somam mais de R$ 4 bilhões contratos este ano.

Faz sentido. Depois do sucesso da energia eólica que já responde por 10,5% da energia produzida no Brasil, o mercado está cada vez interessado na geração de energia solar que no último leilão da Aneel que fechou contratos como preços de apenas R$ 127,5 o MWh para entrega as partir de 2024 e um O deságio médio foi de 30,83% em relação ao preço base.

Entretanto, esse é negócio de atacado altamente intensivo de capital e que leva tempo. No varejo a realidade é bem diferente. A instalação de sistemas domésticos e empresariais dura menos de um mês, tem financiamento garantido pelos bancos e cada vez sendo adquirido pelos consumidores.

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No no último leilão da Aneel que fechou contratos como preços de apenas R7,5 o MWh para entrega as partir de 2024. - DIVULGAÇÃO

Empresas líderes como a Renovigi, a maior fabricante de sistemas fotovoltaicos do Brasil, possui mais de 1 milhão de painéis solares já instalados no país estão crescendo ano após ano acima de dois dígitos a ponto de depois de vender centenas de conjuntos no Nordeste decidiu instalar na Região (no distrito industrial de Pecém, no Ceará) um base montagem de seus produtos.

O caso da Renovigi é bem ilustrativo do que está acontecendo no segmento. nos últimos quatro anos, com a nova legislação que permite conectar a geração solar distribuída na rede de energia. Mesmo na pandemia, a empresa teve crescimento de 53% em 2020, alcançando R$ 750 milhões. Na planta de Pecém, entres instalações e compra de suprimentos importados da China, ela programa gastar R$ 150 milhões nos próximos três anos.

Ela tem sede em Chapecó (SC), duas unidades de fabricação e montagem de kits em Itajaí (SC) e Louveira (SP) e vai implantar uma nova fábrica e CD em Pecém ainda este ano.

O empresário e CEO da Renovigi Gustavo Müller Martins fundou a empresa em 2012 e se orgulha de que sua companhia foi a primeira empresa de energia solar a oferecer assistência técnica para produtos fora e sem garantia.

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O empresário e CEO da Renovigi Gustavo Müller Martins fundou a empresa em 2012 - DIVULGAÇÃO

Ele esclarece que embora sua companhia só trabalhe com fornecedores Premium, a garantia é mais um elemento de segurança no mercado cada vez mais disputado. Recentemente a consultoria Greener reconheceu seu suporte técnico como o melhor do país.

Martins também lidera uma startup, a Nibble, para processos digitais e inserir a Renovigi na digitalização de processos, elaboração de sites e plataformas para as empresas credenciadas.

O mercado em que a Renovigi atua chamou a atenção dos bancos. O Santander, por exemplo reduziu suas taxas de juros para 0,74% a.m. e aumentou o prazo de parcelamento para 96 meses, com 120 dias de carência para pagamento da primeira parcela no setor rural mirando o agronegócio.

O sol é uma das melhores fontes de geração de energia limpa no agronegócio modalidade de produção energética, que pode chegar a reduzir em 90% a conta de luz”, explica André Novaes, diretor da Santander Financiamentos.

Mas as facilidades do financiamento atendem empresas de todos os portes, além de pessoas físicas que planejam instalar o sistema em casa. Com 42% de participação, o Santander é líder no financiamento fotovoltaico no País, estimulando o crescimento do segmento de energia fotovoltaica no Brasil.

O Banco do Nordeste com recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), criou em 2018, o FNE Sol Pessoa Física, financia a micro e minigeração distribuída de energia renovável, com limite de até 100% do valor do investimento, limitado ao valor máximo de R$ 100 mil.

Os dois bancos (que também operam com a Renovigi financiam centrais geradoras que utilizam fontes renováveis ou cogeração qualificada, conectadas na rede de distribuição com potência instalada menor ou igual a 75 kilowatts (kW).

Em três anos o FNE Sol Pessoa Física, contratou 6.596 operações, correspondentes a R$ 199,6 milhões. Já nos três primeiros meses de 2021, as contratações alcançaram 1.046 operações, equivalentes a R$ 33,26 milhões.

Gustavo Müller Martins diz que esse é um mercado que tende a permanecer crescendo especialmente porque este ano não há perspectivas de que a bandeira verde pela situação das bacias hidrográficas no Sudeste.

Ele aposta alta no mercado Nordeste porque com sua base no Ceará, o tempo de entrega e instalação devem ser reduzidos e sua competitividade aumentar.
Ele mira especialmente o mercado rural. A companhia criou o sistema off-grid, que funciona totalmente independente da rede elétrica, equipado com uma inovadora bateria de lítio para armazenar energia nos períodos em que não há geração.

O fornecimento ininterrupto, elimina a necessidade de estender o cabeamento de energia para se conectar à rede permitindo associar quatro baterias de 9,6kWh por inversor e até dez inversores para aumentar sua capacidade, sendo ideal para locais isolados.

Apenas o segmento rural já investiu R$ 3,4 bilhões em sistema de geração própria de eletricidade, o que equivale a 13% dos investimentos feitos nessa modalidade.
Embora o segmento rural seja cada vez mais o foco das empresas o mercado urbano comercial é quem mais vem crescendo. No Recife, entre janeiro e julho, a Sicredi Recife viu um crescimento de 366,66% na procura pelo financiamento da energia solar fotovoltaica, em comparação ao mesmo período de 2020.

Segundo a Gerente de Negócios PJ da Sicredi Recife, Roberta Araújo, a escolha da a energia solar fotovoltaica já era uma opção vantajosa para pessoas físicas e jurídicas.

Como os demais bancos a Sicredi Recife oferecer carência de até 120 dias o que significa dizer que com o sistema já operando o cliente tem a conta de energia protegida de inflação energética, que, em junho, subiu mais de 1,95%, acumulando alta de 14,20% em 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar), de 2012 até o momento a produção de energia pela luz solar alcançou 8,4 GW, evitando que mais de 8,3 milhões de toneladas de gás carbônico (C02) fossem emitidas no meio ambiente.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de 2012 a 2020, foram criadas 155.309 vagas no mercado de geração de energia solar. A contratação total em 2020 atingiu a marca de 60 mil trabalhadores. Para 2021, a projeção é que este número chegue a 257.916. Ou seja, aumento de 60%.

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ENERGIA Nova usina solar na cidade de Flores deve ficar pronta em 2022 - REPRODUÇÃO

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No no último leilão da Aneel que fechou contratos como preços de apenas R$127,5 o MWh para entrega as partir de 2024. - FOTO:DIVULGAÇÃO
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O empresário e CEO da Renovigi Gustavo Müller Martins fundou a empresa em 2012 - FOTO:DIVULGAÇÃO
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ENERGIA Nova usina solar na cidade de Flores deve ficar pronta em 2022 - FOTO:REPRODUÇÃO
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O empresário e CEO da Renovigi Gustavo Müller Martins fundou a empresa em 2012 - FOTO:DIVULGAÇÃO

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